04 setembro 2004

Mal-estar policial

Depois da doçura amarga dos anteriores posts "Princípio do amor", "Sonhos perdidos" e "Doce infinito", é a contra-gosto que desço ao prosaico desta notícia no Público de hoje.
A nomeação de Ilda Pação, dum departamento de recursos humanos, para nova subdirectora nacional adjunta da Polícia Judiciária, parece estar a causar mal-estar, nomeadamente no sector dos funcionários de investigação criminal. Segundo Carlos Anjos, presidente da ASFIC (Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal), esta associação será "sempre frontalmente contra a nomeação de qualquer pessoa que não faça parte da carreira da investigação criminal para cargos de direcção, onde venham ou possam vir a chefiar directamente investigadores criminais".
É sempre assim. Quem vem de fora e de novo para uma casa como esta, com tantas e diversas "sensibilidades" e de difícil gestão (já não digo direcção), não pode bastar-se com amadorismos e boas-vontades. Depois da incompreensível aceitação, por "imposição", de subdirectores-gerais provindos de uma equipa anterior, auto-demitidos por solidariedade com um director-nacional de triste memória, parece ser um erro, talvez de simpatia, nomear para um cargo de suposta direcção uma pessoa da carreira administrativa.
Um começo pouco promissor...

5 comentários:

Joaquim Manuel COUTINHO RIBEIRO disse...

Não conheço nenhuma das pessoas em causa, nem percebo nada de PJ. Mas há uma coisa que eu penso: a senhora em questão, quando ingressou na PJ, não o fez,certamente, com o objectivo específico de ser gestora de recursos humanos, como quem vai para uma qualquer empresa. Por certo, a senhora em causa, foi para a PJ porque gostava de investigação criminal, que é aquilo que motiva qualquer um que se candidata à PJ. Assim, nada nos garante que a senhora em causa não venha a dar conta do recado.

Pinto Nogueira disse...

Não entendo as razões que possam impedir a senhora de ocupar o tal cargo. Não há por aí algum machismo ou preconceitos, ou mesmo a convicção de que certos lugares são para certas pessoas e pronto? Se é compente que interessa o mais?

cicerus disse...

Nem todos os funcionários trabalham em investigação criminal.Alguns são de apoio,como é o caso da sra.
Mas mais importante seria divulgar publicamente as razões da escolha.

Joaquim Manuel COUTINHO RIBEIRO disse...

Então divulgue, Cicerus, e deixe-se de coisas... Estou farto de insinuações.

Pinto Nogueira disse...

Não divulga porque é só "letra", ou invejazinha, ou outra coisa menos digna, ou cortanço.....