17 setembro 2026

estes dias que passam 1077

 Não é risonha e menios ainda franca

mcr, 17 Setembro 2025

 

Isto de os meninos não terem lugar na escola não lembra nem ao mais pintado.

Ou melhor, lembra a quem se recordar que durante uma larga temporada o país escancarou as portas à vinda de emigrantes sem cuidar de saber-se tinha condições, já não digo dignas, mas apenas medíocres para os acolher.

Em boa verdade também não havia alojamento, médicos de família, hospitais para quem chegava ansioso por um trabalho mesmo mal pago mas numa terra tranquila. 

Durante algum tempo algum tempo umas alminhas gentis mas burras, uma imprensa pouco dada ao raciocínio e um par de espertalhões politiqueiros   passearam-se ufanos pelas redes sociais cantando as excelências do torrãozinho de açúcar.

Entretanto, este ano, a coisa descambou: nos primeiros dias descobriu-se que mais de mil alunos não tinham lugar em parte alguma, Nem escola mais próxima nem em nenhuma outra.

Que eu saiba foi só agora que   se descobriu   a lotação esgotada escolar!

Esmiuçando, talvez se perceba que alguém quer “acertar o passo” ao Ministro da educação. Aliás não faltam candidatos visíveis e invisíveis, mas com o rabo de fora.

As profundas mudanças no Ministério e, em especial na sua orgânica, não só não suscitaram um coro de louvores, mas mostraram que havia muitos calos pisados.

Por outro lado as escolas não se lembraram que em tempo de guerra não se limpam armas e entenderam ser preferível ter turmas pequenas a acolher os meninos que lhes batiam à porta

Ora entre dois males (excesso de alunos por turma ou condenação à não escolaridade dos pretendentes com toda a carga que isso significa), as escolas optaram pela última infame hipótese.

Também é verdade que escasseiam professores e quando não escasseiam logo aparecem umas oportunas baixas como ocorreu num estabelecimento que começou sem problemas até ao terceiro dias se deparar com quatro baixas  e poder assim engrossar o coro dos vampiros

Seria bom que a exemplo dos espertalhões que graças a uma médica bem paga tentaram e quase conseguiram ser reformados por invalidez.

Depois de tomar conhecimento dos dados do famigerado PTSA começo a pensar que a falta de conhecimentos e de preparação dos estudantes não tem apenas estes como culpados. Há professores que não levam a sério a sua função, houve políticos que acharam que facilitar   as provas finais, diminuí-las ou quase anulá-las era o caminho.

Não era e não será como, à nossa custa, se verá muito em breve.

Quando oiço um par de criaturas uivar que alguém quer destruir a “escola pública” basta apontar para o que se vai passando para perceber porque é que quem tem algum poder de compra foge para o ensino privado onde consta que os professores são mais bem pagos, não há greves e ocupam a quase totalidade dos melhores lugares nos rankings

(mesmo se se perceba que a diversidade social nas escolas públicas, ou em algumas delas, impeça que se atinjam resultados  melhores; aliás, este ano, uma escola pública de Viseu fez entrar nos cúneo universitários s mais exigentes um par de alunos ou, eventualmente, dois pares já não posso precisar)