os velhos são imprestáveis mcr, 12 agosto Há dias, na porta do corte inglês, fui abordado por um par de pessoas supostamente da ONICEF que tentavam angariar pessoas para ajudar mensalmente uma das múltiplas causas que a organização patrocina. Concordei em apoiar, mensalmente por débito directo, um dos principais programas. Passamos às necessárias indicações mas quando chegamos à minha idade, as criaturas informaram-me que eu não poderia ser contribuinte por ser demasiadamente velho!!! Não consegui perceber se a UNIcEF entendeu agora proteger, al´em da infância desvalida, a senectude em vias de eventual descerebração ainda que não diagnosticada ou sequer visível De todo o modo, os meus interlocutores não souberam esclarecer-me- Ou então a UNICEF teme que os velhinhos coitadinhos sejam facilmente enganados e, por isso, roubados por ela própria, uma agência da ONU... Será que o Estado português, numa ansiosa procura de modernidade, poderia, também ele, entender que os seus mais vetustos cidadãos escusavam de pagar impostos? Eis uma hipótese a ponderar e, quiçá, a levar ao parlamento.
12 agosto 2026
03 agosto 2026
estes dias que passam 1073
Uma lança em África
mar, 3 de Agosto, 2026
Foi em Julho de 1415 que um poderoso exército português conquistou Ceuta. muito provavelmente no dia de Santiago. A cidade conservou-se portuguesa até 1640, altura em que os seus principais optaram por apoiar o Rei Filipe III (IV de Espanha).
Aproveito a ocasião para recomendar vivamente aos leitores a não comprar uma coisa em forma de livro que dá por "Os navegadores" e é da autoria de ima senhora de sua graça Erica Fatland. A minha razão radica na propaganda do livro apresentado a pp 89 da revista SomosLivros editada pela Bertrand
De facto aí se escarrapacha que "os portugueses ancoraram (diante da cidade) a fim de conquistarem Ceuta. Essa expedição comandada pelo infante d. Henrique marca o inicio...
Esta grosseira burrice tem pai e mãe: A autora, evidentemente e a editora que permite editar algo que não será apenas o apagamento do Rei João e provavelmente dos seus dois filhos Duarte e Pedro acompanhados pelo Condestável Nuno Alvares Pereira. A autora e a editora provavelmente nem deram pelo facto de o primeiro governador militar de Ceuta ser um fidalgo da "casa" do infante D Duarte.
Deixemos, porém, esta anedota histórica e passemos ao que interessa: a recente "invasão" de Ceuta levada a cabo por mais de 60.000 nadadores marroquinos, quase todos homens e sobretudo bastante jovens. Em boa verdade poderia dizer-se que era um exercito desarmado mas, de algum modo, dada a multidão, capaz de fazer perigar a soberania espanhola.
Ao falar de invasão apenas quiz relembrar a famosa "marcha verde" promovida nos idos de 60 pelo rei e restantes autoridades de Marrocos que num ápice ocupou os territórios então conhecidos como Sahara Ocidental, colónia de Espanha.
Tal território fa apta parte do reino de Marrocos mesmo se ha um fantasmático governo de um Sahara independente que vegeta à sombra e sob a protecção da Argélia.
Não quero pronunciar sobre a bondade das pretensões marroquinas quanto a tal território que, de todo o modo, sempre pareceu depender de Marrocos.
Todavia, é bom lembrar que Marrocos tem a ambição de fazer de Ceuta e Melilla território marroquino.
Esta não é uma vaga ideia mas apregoada desde sempre.
A Espanha deu a estes seus dois territórios africanos um estatuto particular que, entre outros pontos, não é abrangido pelos acordos Shengen.
Vai assim por terra a ideia de que esta multidão nadadora pudesse aproveitar a pacífica ocupação de Ceuta para alcançar a Espanha e, por arrasto, a Europa.
O 1º Ministro português bem que falou de histeria. E é verdade que as direitas mais radicais (em Espanha e sobretudo na Itália) se apressaram a uivar catástrofes iminentes que a retirada de já quase 90% dos invasores já tornou tola e inútil.
Que o governo marroquino deu todas as facilidades a este "corpo expedicionário" não restam dúvidas. A polícia fronteiriça ,marroquina fechou os olhosI a jornada nadador e por isso também deverá ser responsabilizada pela eventual centena de afogados na travessia. Inclusivamente nos noticiários circulou a ideia de que a entrada por mar em Ceuta não dava origem a repatriamento imediato.
Agora restam uns centos de rapazes esfomeados e sedentos nas ruas de Ceuta que nem sequer conseguem chegar às lojas, entretanto fechadas, onde eventualmente poderiam anuirei alimentos. A população da cidade (mesmo a muçulmana !...) não tem mostrado sinais de simpatia, sequer de solidariedade e as forças militares espanholas que rapidamente chegaram à cidade não tem permitido que essa juventude enviada possa pensar em acolhimento nos centro de apoio à imigração.
Natural que, até ao fim de semana próximo, desapareçam da cidade os jovens que lá entraram.
Restam alguns centos de africanos sub-saharianos que provavelmente foram gentilmente empurrados pelas autoridades marroquinas para a mesma desesperada aventura.
Finalmente, consta com alguma razoabilidade que este gesto marroquino de apoio à invasão de Ceuta terá sido influenciado por uma recente visita do 1º ministro espanhol a Argel. As autoridades marroquinas terão visto, ou suspeitado, que esse encontro poderia dar força à posição argelina de defesa dos direitos do povo sarauhi refugiado em seu território.
De todo o modo, convém notar que nesta aventura náutica estival há pelo menos um cento de mortos afogados, e, pior se possível, a amargura eventual de quem sonhou com a ida para o paraíso europeu
Finalmente gostaria de lembrar aos acusadores de Espanha que este foi o país que mais longe levou a a regularização de imigrantes . Ainda há pouco tempo foram quase quinhentos mil que viram rapidamente o seu estatuo resolvido e os seus direitos de residência reconhecidos.
Como também acontece cá, a direita xenófoba e imbecil espanhola ainda não percebeu que a economia nacional depende quase absolutamente do trabalho dos imigrantes (boa parte dos quais marroquinos, aliás...).
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30 julho 2026
estes dis que passam 1072
O mistério do gabinete da Assembleia da República
mcdm, 30 de Julho de 2026
O gabinete do sr Ventura foi encontrado aberto e virado do avesso. Pelos vistos terá sido uma empregada de limpeza quem deu pelo infausto acontecimento. Às sete da manhã ou talvez antes.
Aflita conseguiu-o comunicar a medonha descoberta a um deputado do Chega que, pelos vistos é madrugador. Convenhamos extremamente madrugador. E havia na filmagem com o telemóvel.
Graças a esse providencial aparelho pôr no ar, melhor dizendo, no éter a lancinante imagem de um gabinete em pantanas ( o raio do computador desconhece esta popular palavra.Sinal dos tempos e, provavelmente, dos modos...)
Até quadros jaziam pelo chão. Por milagre nenhum tinha os vidros partidos. Ele há criminosos com notória falta de jeito para a antiquíssima arte do vandalismo. Ou do roubo com violência.
Porque, a acreditar (nem que seja uma só vez...) no sr. Ventura, neste gabinete à beira corredor plantado, estavam documentos de extrema importância para o desvendar de um outro mistério desta feita relacionado com um ministro.
Aumentemos a nossa ingénua credulidade e aceitemos que tais documentos existiam. Torna-se, porém, difícil aceitar que um gabinete esteja como o moinho da Joana, sempre aberto, ao Deus dará, quase que a convidar algum passeante pela AR a entrar, acomodar-se, dar uma vista de olhos aos pais e livros de um chefe de partido, levar por mera brincadeira ou como souvenir um papel, vá lá dois ou três desses que por mera preguiça (e por fraca importância) se deixam em qualquer lado.
Acrescentemos à nossa boa vontade que haja um deputado madrugador, excessivamente madrugador, ali à mão para dar imediata notícia do infame acontecimentos do atentado à privacidade de um deputado com altas responsabilidades confiante em demasia na honradez de criaturas malignas que de noite, a coberto da escuridão e da falta de guardas se passeia pelos corredor do venerando parlamento.
Um selecto grupo de velhos amigos meus entendeu, dada a notória importância do incidente, esboçar um quadro de imediatos comentários. W jura que houve um roubo, Y refere vandalismo, K inclina-se para a tese do roubo com vandalismo, roubo odioso e odiento, Finalmente a Juju Cachimbinha decreta que nada se passou e que tudo invenção , criação de uma desastrada "fake news" ( a Juju formou-se, in illi tempero, em Germânicas e não pode ocasião para mostrar que domina o inglês mesmo quanto a língua de Shakespeare roça o linguagem do sr. Trump.)
E atreveu-se a chamar-me coisas que não repito exportando a minha "infantil" ingenuidade quando não a fatalidade dos muitos anos que já levo. "Só mesmo tu, mar, é que embarcas nessa história de gabinetes sem portas, de documentos a tomar o sol da meia noite, de solicitou parlamentares activos antes mesmo de abrirem os cafés para um pequeno almoço fora de casa..."
Confesso que fiquei acabrunhado, não tanto pela menção à minha proveta idade mas apenas ao devastador ataque `à minha "tola credulidade" (sic).
W, Y e K, não perderam a oportunidade de fazerem coro com a Juju pois o nosso círculo de amigos não se rege pela lei da tolerância. E vá de juntarem opiniões todas desfavoráveis ao ocupante do gabinete invadido. Desde mentiroso compulsivo até alucinado (e penas repito as expressões moderadas...) valeu tudo.
Dei uma volta pelas televisões e reparei que, até os comentadores mais inconspícuos, alinhava pela mesma melodia, inclusivamente afirmando que o caso era motivo para um par de gargalhadas.
Felizmente, os fogos e uma conferencia de imprensa retiraram a questão da ordem do dia e já ninguém liga a essa historieta que poderia dar azo a uma crónica policial
´É a silly season que começa mesmo antes da entrada oficial de Agosto.
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21 julho 2026
estes dias que passam. 1071
Jonas Marques Pinto
mar, 21de Julho 2026
Era um homem de cultura, amável, simples e cordial. Foi o primeiro presidente da Fundação de Serralves e, também por isso, coincidimos como intervenientes na vida da cidade. Eu era, à altura, Delegado Regional de Cultura e, por isso mas não só um interlocutor dele. Todavia, mesmo tendo em conta o papel absolutamente relevante da DRN na "descoberta" de Serralves, nos primeiros contactos com os seus então proprietários e em todas as posteriores acções que levaram à compra daquela belíssima propriedade, não vem daí as nodosa relações pessoais.
De facto, éramos vizinhos, vivíamos no esmo prédio onde de resto ele sempre viveu, como eu, aliás.
Vizinhos cordiais o que, hoje em dia não é sempre comum. E vizinhos desde 1974, ou seja, há uma eternidade. Com a sua morte o núcleo inicial de moradores deste prédio fica ainda mais pequeno, tanto que agora devo fazer parte dos cinco condóminos mais velhos. Se é que somos sequer cinco!...
Da sua acção como fundador e presidente da Fundação falarão outros com mais autoridade. No entanto, enquanto cidadão do Porto, cumpre-me uma palavra de reconhecimento e de admiração pelo modo como dirigiu e, de cera maneira, "formatou" a acção de Serralves.
Curiosamente, conservo dele, uma certa ideia de pessoa discreta, mesmo ou apesar de na garagem se alinharem carros seus sempre das melhores marcas e, como dizia, um seu motorista, sempre topo de gama.alguma vez durante uma viagem de elevador lhe terei dito que só lhe faltava um Bugatti, Ou então apenas pensei dizer-lhe isso.
O que seguramente, alguma vez, lhe confessei, era a benigna inveja que tinha por ele poder ter um motorista. Foi algo de que gozei durante uma dúzia de anos devido a funções que desempenhei. Como nunca tive especial prazer em guiar, sempre jurei a mim mesmo que se me caía a sorte grande digamos o Euromilhões um dos poucos luxos que teria seria esse mesmo. Alguém que tivesse o trabalho e a maçada de me levar pela cidade. Mesmo num veículo mais modesto do aqueles que ele possuía. Para carro de lixo só um desses veneráveis RolsRoyce de outra épocas. O resto é tudo igual. Fora o RR qualquer carro confortável e discreto me basta.
Nestes últimos anos quase o não via apesar de me cruzar constantemente com o su pessoal doméstico e com as enfermeiras que ultimamente eram o sinal mais evidente do seu estado de saúde.
Não vou dizer que ele, que morre aos 87 anos, vai fazer falta. O que fez chega e sobra para ser lembrado e se algo poderá fazer falta é o seu exemplo de homem de cultura e a acção que levou a cabo nesse difícil domínio
Boa viagem, caro vizinho!
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19 julho 2026
estes dias que passam 1070
Subitamente o escândalo
mcr, 19 de Julho 2026
As notas dos exames nacionais lá saíram.
aos tropeções e ao sábado, dia em que eventualmente as escolas deveriam estar fechadas.
Que estas notas já deveriam estar afixadas há um par de dias não suscita dúvidas a ninguém; que o atraso se deve a uma marcação imprudente de datas limite também não
Porém, as críticas foram, há que dizê-lo-lo, bem mais longe.
claro que, e antes de qualquer reflexão mais avisada e prudente, forM O Ministro e o Primeiro Ministro imediatamente postos na berlinda. E, com a habitual rapidez, aconselhados a demitir-se.
Conviria, entretanto, recordar que, ninguém, neste momento, quer eleições. Ninguém!
Portanto, o mais que, com boa vontade, se tira do aludido pedido, é que a actual coligação governava trate de encontrar um outro par de criaturas para os cargos em causa.
Pessoalmente, prefiro que estes não sejam substituídos já que pelo menos começam, espero-o, a conhecer os cantos à casa.
Sobretudo, o Ministro da Educação. É que nesse labirinto medonho onde está metido, existem dezenas de abomináveis monstros que tem engordado e crescido à sombra da inércia geral.
Estas criaturas vivem do imobilismo, da defesa acirrada dos seus pequenos privilégios e do seu exercício de décadas menos provas evidentes do que querem e, sobretudo, do que não querem.
O mesmo se vai passando no resto das instituições dependentes deste elefântico ministério que é mais um amontoado de baronias fechadas sobre si mesmas do que uma instituição que queira uma verdadeira educação das crianças, adolescentes e jovens adultos. Também nação consta que liguem muito aos professores sejam eles de que ramo forem e menos ainda aos pais dos alunos e às suas magras e ineficazes associações.
De cada vez que se anuncia uma reforma, a música bem (das)afinada é a mesma
A aclamada digitalização que na Europa já tem barbas ou, pelo menos, bigode esta(va) destinada ao mesmo rosário de imprecações.
Anteontem, numa mesa redonda televisiva, um professor relativamente novo mas fortemente fundibulário guinchava que a França tinha demorado 15 anos a avançar com a digitalização. O pobre homem esquecia-se que, se tal é verdade, essa transformação ocorreu há bastante tempo, numa época em que os meios técnicos eram outros.
Não quero, porém, deixar de notar que provavelmente, cá se avançou à bruta, estilo pega de caras se é que a imagem tauromáquica tem aqui curso.
O problema que me preocupa é o de saber quem, quando e como nos perigosos corredores do ME foi propondo esta inovação.
Um ministro vive dos pareceres técnicos do seu ministério, por junto pode escolher aquilo que todos os dias lhe é trazido. Será que alguém sensato acredita que o Ministro actual entrou de rompante pelos gabinetes uivando por uma digitalização?
Houve muita gente que se riu do caso das provas agrafadas sem sequer pensar que isso prova alguma (sou generoso) impreparação.
Outra questão que me preocupa é a de saber se a empresa encarregada da digitalização tinha os meios e a capacidade para a tarefa gigantesca em questão.
como não ouvi nenhuma menção a uma escolha de favor começo a desconfiar que foram buscar a mais barata. Se assim foi, relembro o ditado que diz que o barato sai caro...
Prosseguindo: sonhar os professores classificadores correm as mais dispares notícias. Desde professores de matemática e corrigirem provas de português enquanto os desta matéria se dedicavam a correcção de geografia. E assim sucessivamente...
ainda neste domínio hás notícias de professores chamados a quem não foram atribuídas provas!
Isto tudo pode ser verdadeiro ou falso mas atribuir ao ministro Alexandre a culpa parece-me surpreendente.
Como também é surpreendente saber ou ouvir dizer que muitas segundas folhas de provas ficaram nas escolas dias e dias só chegando à zona de digitalização nas vésperas da fixação dos resultados.
Pelos vistos, e mais uma vez, a culpa recai no ministro, como se fosse possível não haver ninguém entre o estudante examinado e ele!
Nada tenho contra ou a favor do Ministro mas toda esta gritaria e toda esta parafernália de acusações soa a postiço a politiqueiro, a venturismo,
Que as coisas não correram bem é um facto irrecusável. conviria, serenamente, ir desmontando a história e verificando onde houve falhas que, à primeira vista não são poucas. Partir daqui para bramir contra a digitalização parece, todavia, um abuso.
O Verão é (cada vez menos) época de touradas mas nem tudo o que ocorre tem ver a com tauromaquia. anda neste falatório mão, aliás voz, de reaça.
Bem sei que a silly season não é a altura ideal para pensar. Espero vivamente que todas as datas dependentes destes exames, a começar pelo acesso à universidade sofram um atraso de uma semana para que ninguém fique prejudicado ou, pelo menos, para que o prejuízo seja minorado.
Não creio que isso seja uma tarefa impossível sequer especialmente difícil. No entanto com a gesticulação frenética que grassa por aí temo vem que as coisas voltem a correr mal.
Mais tarde haverá tempo para discutir a bondade da digitalização e a existência ou não de opositores a tal reforma.
E teremos igualmente tempo para aclarar a verdade de tudo o que foi dito, coisa que, a ser levada a cabo, será uma novidade!
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15 julho 2026
estes dias que passam 1068
Este país não é para velhos
Nem para novos...
Tão pouco para imigrantes
(ou emigrantes...)
mcr, 8 de Julho de 2026
Ao invés de um onceituado professr de Direito que entendia dever começar-se pelo princípio, eu atrevo-me, com prévia licença dod leitores, a iniciar o folhetim pelo fim.
Alguns importantes reponsáveis políticos lusitanos foram de longada até ao Luxemburgo e, uma vez lá, entenderam convidar os portugueses aí felizmente instalados a regressar à pátria madrasta!
Que é que passou pela cabecinha pensadora destas importantes criaturas?
Compararam sequer a vida desses portugueses expatriados, os seu salários, o seu poder de compra com o que, eventualmente, um regresso ao”torrãozinho de açúcar” lhes proporcionaria?
Se bem me lembro, terá havido uma senhora que pôs o dedo maldoso na ferida, perguntando se, em caso de regresso, poderia aspirar à mesma qualidade de vida.
Estou em crer que alguém lhe terá ripostado que o país tem sol, sul e sal. Como qualquer destes produtos não aumenta o PIB, calculo o embaraço das excelentíssimas autoridades proponentes do
Ou, pensando melhor: não creio que a pergunta os tenha sequer tocado.
Continuando neste ínvio caminho a passo de caranguejo, se é que os caranguejos avancem recuando, gostaria de saber o que os vocifrantes contra os imigrantes pensam sobre o que sucederia no caso dessa multidão, humilde e laboriosa, resolvesse, subitamente, ao ouvir o brutal convite à sua partida e desandasse de uma vez por todas do jardim à beira mar plantado. Lojas, agricultura, obras, pesca, entregade comida em casa, pessoal dos restaurantes, motoristas de TVDE e mais uma centena de situações mal pagas que o indígena rejeita, poderiam fechar, fechariam de certeza. O saldo de nascimentos que já não é famoso cairia de repente, muitas escolas reabertas graças aos filhos dos imgrantes, fechariam de novo e os dinheiros da Segurança Social voltavam a fazer perigar as futuras pensões.
Sou portuga e venho de uma família que assentou raízes por cá desde os primórdios da ncioalidade.
Um antepassado de seu nome Sueiro Martins terá vindo no séquito de Confde D Henrique como era hábito dos filhos não primogénitos que de seu teriam um cavalo e uuma espada
Um seu longínquo desdendente, também Martins mas João, deixou s suas terras minhotas e desandou para o Brasil , mais propriamente par o Rio Grande do Sul e amssou uma gigantesca fortuna
Uma sua descendente, a bisavó Ubalda, casou como filho de um um médico alemão (Ernst Richard Heinzelmann) também chegado às mesma terras e começou aí, no que nos toca, a dinastia brasileira dos Heonzelmann.
Outro bisavô, José Joaquim CR também partiu para o Brasil em busca de fortuna e, bem sucedido, regressou a Portugal e fundou uma companhia exportadora de vinho do Porto. Figura, com seu filho Alcino, meu avô, no Album dos Exportadotres de Vinho do Porto, publicado pelo Gtémio da mesmaclsse em 1948
Alcino, depois de concluido o liceu, pode fazer uma espécie de Grand Tour pela Europa e durante uma estadia na Alemanha resolveu estudar química vinícola bem como outras matérias ligadas ao vihho. Completou a sua educaçãoo comercial no Brasil e aí casou com Dora Marins Heinzelmann, descendente do meu quarto avô, João Martins e do meu trisavô de origem alemã, o médico Ernst Richard Heinzelmann que deu nome a uma pequena cidade bo Rio Grande do Sul (Doutor Ricardo)
Pelo lado de minha mãe, lá está mais um trisavô, Jose Costa Alemão, descendente de uma família de origem coimbrã mas radicada no Brasil. Daí, seu pai, partou com os filhos para o Sul de Angola. O filho José, meu trisavô fez trinta por uma linha. É dele o reconhecimento integtal do rio Bero, tarefa por muitos recusada dados os riscos derivados da belicosidade da população negra. Desempenhou, posteriormente, vários cargos político-aministrativos, crou uma importante fazenda e aparece citado não só numa obra da autoria de João de Almeida, militar e político (“Sul de Angola, relatório de um governo de distrito, 1908-1910” Agência Geral das Colónias, 1936) mas em mais quatro outras Todavia, as menções mais extensas e importantes a este “capitão de 2ª linha", explorador e antropólogo avant la letre devem-se a Alfredo Felmer ("Apontamentos sobre a colonização sos planaltos e litoral do sul de Angola", agencia Geral das Colónias) a Roberto Correia ("Angola, datas e factos", obra em 5 volues, 1998-2002) e Ruy Duarte de Carvalho que, em “Vou lá encontrar pastores"”(Cíeculo de Leitores, 2000) e em “A Camara, a escrita e a coisa dita" (cotovia, 2008) o refere com respeito e admiração.
Mais tarde, meu avô paterno Manuel do Rosário Patrício Curado, veio para Angola onde fez toda a sua vida militar como oficial do Exército colonial, participando em todas as campanhas, com especial menção para a 1ª Guerra. Quando jovem aspirnte casou com uma neta de José Costa Alemão, Aldina.
Uma filha de ambos , minha mãe, virá a casar-se com Marcelo Heinzelmann Correia Ribeiro, meu pai.
Finalmente , meus pais, meu irmão e eu próprio, partimos para Moçambique onde vivi entre o 3º e o 5º ano do liceu. Os meus continuaram em África, onde o meu pai era médico, até 1973. Durante 3 anos, já na Iniversidade, voltei a Moçambique em férias tendo, de certo modo, sido testemunha não só do inicio da guerra mas, sobretudo, da gigantesca mas absolutamente tardia mudança de vida dos africanos. Inclusivamente, cheguie a conhecer o 1º presidente negro da Câmara de Nampula. Foi aí que me deparei com o que mais tarde percebi ser um activista anti colonial que sem esforço, bem pelo contrario, me torno assinante do jornal “O Brado Africano”, folhinha altamente vigiada pelos poderes da colónia mas, de algum modo, já um sinal anunciador de novos tempos.
Tudo isto para poder afirmar que esou mais que capacitado para saber por tradição familiar e experiência própria o que é ser eimigrante, mesmo se de luxo.
Não voltei a África embora, tenha de vários modos, e durante o Estado Novo, lutado contra o colonialismo,coisa de que vários processos da PIDE me acusavam. Em tempos mais exaltantes e bem mais perigosos dos que hoje se vivem, ajudei vários desertores e/ou refractários a passar a fronteirta. Nesse lote de contrabandeadas pessoas, inclui-se um africano, negro e angolano, que passou largos anos no Tarrafal devido à sua militância num efémero “partido comunista angolano” . Ao que hoje sei, depois do exílio nas europas, terá regressado a Portugal onde, creio, terá morrido sem regressar à terra natal.
Agora, neste ano da (des)graça de 2026 cruzo-me diariamente ou quase com imigrantes, na maioria brasileiros, amáveis e bem dispostos qur por cá tentam ganhar a vida com baixos salartios e fazendo o que os portugueses já não querem nem saem, fazer.
Por isso, ainda não percebi como é que um partido político (pelo menos um!...) se enraivece cotra trabalhafores essenciais, prestáveis, baratos sobre quem não recai especial prova de má confuta, de actividades criminosas ou de especial militância político-religiosa que faça perigar o curioso cristianismo português ou os costumes nacionais que, cada vez mais, são internacionais e cosmopolitas.
Em boa verdade, as centenas de milhares de emigrantes portuguess, porventura milhões, quando regressam ainda que temporariamente ao país, já trazem tantas e tais indlências cilizacionais que este Portugal de hoje em quase nada se parece com aquele em que cresci.
E isso, para continuar este descosido discurso, verifica-se muito com os velhos. Acabaram as famílias numerosas que garantiam aso mais velhos, uma defesa familiar. Agora são atirados para um lar, muiras vezes, ilegal quando não permanecem meses ou anos num hospital sem que alguém os venha buscar depois da alta.
Ser velho,, neste país de “brandos” costumes, é na melhor das hipóteses uma condenação à solidão quando não à pobreza, ao abandono. Começam a ão ser raros (pelo que quase já não é notícia...) suicídios, descoberta de pessoas mortas há vários dias semanas ou até meses, em casa sem que ninguém dê conta do seu desaparecimento. Mesmo no litoral, registam-se casos destes, o que não contecerá no interior de onde deseetaram serviços públicos de toda a espécie, bancos, lojas e comércio em geral.
Volta e meia, a televisão mostra os centros urbanos de cidades e vilas onde já ninguém vive (nem vale a pena referir as aldeias...), as casas se degradam e o património arquitectónico e artístico que está em ruína avançada.
Esta cada vez mais isolada multidão é o que resta da fortíssima emigração que começou nos anos 60 e que continua imparável.
Com uma diferença. Dantes emigravam os mais desafortinaos, os pobres entre os pobres, os analfabetos e os quase analfabetos. Agora emigram licenciados, profissionais (com destaque para enfermeiros) , pessoas com estudos. Vão em busca de um futuro que, não parece ser possível em Portugal. Também aqui pode radicar alguma da baixa se natalidade que só a imigração tem escondido ao mesmo tempo que faz ressuscitar muiras escolas primárias abandonadas.
Mas nada disto abranda o ódio irracional contra os que chegam e humildemente nada mais pedem que trabalho, paz e algum elementar respeito pelos seus direitos enquanto humanos.
O mesmo que pediam os portugueses que demandaram o Brasil, as Áfricas, a Venezula ou as Franças e Araganças.
O mesmo que os meus antepassados quiseram e obtiveram sob céus estranhos
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M.C.R.
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08 julho 2026
estes dias que passam 1067
O futebol e o resto, sobretudo o resto
mcr, 7 de Julho
- Sem o futebol, eis-nos subitamente órfãos.
- Restam-nos os fogos, essa quase tradição nacional e as pequenas, pequeninas, muito pequeninas, birras do Verão.
- Não vou tecer especiais comemtários ao desastre perante a Espanha porque não sou exactamente (nem inexactamente, de resto...) um especialista. Nem sequer um interessado. Porém, e como já aqui referi, tenho um neto e sobrinhos netos que terão ficado tristes.
- Ainda há minutos, a CG mostrava um vídeos com o Nuno Maria e um grupo de amigos, vestidos a rigor e a cantar o hino nacional.
- A derrota, para que, obviamente, não estavam preparados, não é boa para ninguém e menos ainda para a miudagem que este ano, ainda por cima, andou perdida numa colecção de cromos que hão de ter dado bom dinheiro à FIFA
- Exactamente a mesma FIFA que repete as fífias a que já nos habituou.
- Depois do prémio estranhíssimo da paz ao sr Trump, eis que a pedido (ordem) deste reverteu um castigo a imposto a um jogador da equipa americana
- Em boa verdade de nada lhe serviu, visto que a Bélgica goleou os EUA por uma expressiva marca
- Portanto, o futebol vai de férias por uns tempos, leva com ele o sr Martinez que, ao que leio, não deixa saudades.
- Entretanto, a América fez 250 anos de Declaração de independência. Como era suposto, Trump apoderou-se da data e veio dizer um par de baboseiras patrioteiras (melhor dizendo, patritaças...) que desdoura uma herança nobre mesmo que com altos e baixos.
- A Declaração de Independência e os documentos posteriores que se devem aos pais fundadores é (são) um texto de grande dignidade, muito bem escrito e, de certo modo o documento fundador de múltiplas e posterires constituições
- O regime político que dela resulta é uma construção quase perfeita de equilíbrio de poderes e uma garanti de direitos democráticos que hoje são património da humanidade mesmo quando, no seu próprio país de origem, cresçam as ameaças quanto ao seu cumprimento.
- Faço, porém, parte daqueles que ao olharem para a América, vem Licoln, Roosevelt, Obana e, permitam-me, um presidente severamente injustiçado no meu tempo de jovem aguerrido, Lyndon Johnson o homem que ouviu e entendeu Martin Luther King e possibilitou a integração real da minoria negra.
- Claro que muito ficou por fazer, mas neste caso, o famoso “balanço “ (e neste ponto recordo ainda espantado, o balanço positivo que boa parte da Esquerda desses anos terríveis atribuía Stalin) da acção de Johnson ultrapassa muitos dos seus antecessores e sucessores.
- Trump, entre outras pérolas, afirmou que os EUA fizeram uma imensidão coisas boas, entre as quais, provavelmente, e na sua especial optica, estarão as múltiplas intervenções na América Latina, seja no Panmá, em Granada, ou mais recentemente na Venezuela, onde finalmente deixou tudo tão arruinado como antes levando consigo uma triste figureta de ditador que não será julgado no seu país, sob acusações mais que evidentes mas em Nova Irrque como líder de narcotraficantes.
- E, como sempre, as promessas de tornar a Venezuela de nocvo rica, democrática e justa, ficaram no tinteiro, juntamento com a ruína das instalações petrolíferas e, como se não bastasse, o cataclismo do terramoto.
- Neste momento, olha-se para as exéquias do “Guia Supremo” iraniano e pergunta-se para que serviu a guerra se da possível, mas não garantida, paz futura, o pouco que há a esperar é o regresso a um statu-quo pré Fevereiro de 2026.
- Claro que haveria ainda que perguntar porque houve uma tal soma de destruições que pouco terão afectado o regime, os seus torcionários, e a esperada incerteza que já era norma na região. Sobram, das restantes boas coisas, as duzentas meninas mortas na escola onde aprendiam a ler. a dor o luto das famílias e, provavelmente, sobrará um número indeterminado mas medonho de vítimas indefesas dos Guardas da Revolução que, neste período teráo exterminado largos milhares de suspeitos.
- A minha américa é gigantesca, desde Withman aPound ou a Rose Gluck, desde Fenimore Cooper a Pynchon com passagm por cem nomes notáveis desde Emily Dickinson a Fulkner, Heminguay Miller, Mailer Roth ou Salinger. Nem vale a pena falar da constelação do Jazz, da outra do cinema ou da música popular. Se me fosse permitido bastar-me-ia referir Armstrong, Mahalia Jackson, Bessie Smith ou Aretha Franklin . Ou a Janis Joplin e o Chuck Berry.
- Em boa verdade os EUA são quase um continente onde tudo cabe, incluindo o Al Capone ou a KKK. Com uma pequena diferença em relação aos dias de hoje. Eram criminosos, foram, na medida do possível apanhados e julgados e nunca ninguém pensou em garantir-lhes uma perpétua impunidade!!!
- Claro que sempre se poderá dizer que, os homens passam e que a História cedo ou tarde, os alcança com severidade. No entanto, nunca se foi tão longe, tão perigosamente longe, para tentar sair incólume da possível justiça necessária.
- E o pior é que o Ocidente, se perder América, fica ainda mais frágil frente a blocos que numca foram seus amigos, a começar pela Rússia e a continuar pela China que, além de ameaçarem os seus nacionais, estão prontos e determinados a tratar o restante mundo como inimigo.
- Nota: esta é a versão final do texto que abaixo aparece com o mesmo título e substancia mas crivado de gralhas absurdas de que sou inteiramente responsável. Espero não repetir tão desastrosa publicação e como única desculpa só me resta a estafada afirmação de que ainda estou a tentar gerir este novo velho local de publicação
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01 julho 2026
estes dias que passam 1066
A segunda metade do ano
mcr, 1 Jul 26
Agora é sem rede. O sapo acabou ou está nas vascas da agonia. Isto é mis um prova da possibilidade da extinção das espécies.
A menos que ao pobre sapo tenha faltado o beijo salvador de alguma princesa ainda que eu desconfie que o universo dos antigos contos infantis tenha , também ele, desaparecido. Provavelmente caiu num buraco negro...
Estou (provisória ou definitivamente) aquartelado no incursões antigo onde, de resto comecei e de onde só saí por mera solidariedade com os bloggers que então restavam.
Se soubesse o que seus hoje teria continuado em ambas as versões e não estaria agora a tentar redescobrir como é que isto funciona.
E se refiro funcionar é porque estou a usar um novo computador Mac como sempre mas de mesa e enorme. Se não erro foi o maior de sempre, qualquer coisa como 28 polegadas e pot razões que não só desconheço mas provavelmente , como inflo-excluído pertinaz, nunca entenderia. Agora a apple fabrica um um pouco mais pequeno. De todo o modo este convém-me pois com os pobres olhos que ainda tenho quanto maior for o ecrã maiores são as possibilidades de usar a máquina.
So que...
Só que já não tenho a mesma agilidade física e mental (sobretudo esta... Ou:também esta...) para conseguir rapidamente apanhar os segredos (mesmo que mínimos) do uso normal.
Sou, porém, teimoso e detesto a ideia de perder para uma máquina, Sobretudo porque ainda não anda por aqui mão de influencia artificial. Também, em boa verdade, e para voltar aos anos posteriores ao 25 A também não é perceptível "mão de reaçã" (o sacana do computador resolveu corrigir o raça para reacção, prova de que os aparelhos ainda demorarão muito tempo a perceberas virtudes da língua coloquial.
Ninguém de juízo negar que os reaccionários não desapareceram como os dinossauros e outra avantesmas do mesmo gabarito, Adaptaram-se, apenas, numa espécie de evolução à moda do senhor Lavoisier que Deus tenha. O excelente químico teve azar. Aristocrata , de pouco lhe valeu a notoriedade científica. A Revolução (quem como se sabe m come os seus melhores filhos) atirou-o para a guilhotina sob acusações sem nexo entre as quais a de vender tabaco adulterado.
Entretanto a suai mortal formula Na natureza nada se perde nada se cria, tudo se transforma tem hoje em dia múltiplas aplicações e os reaccionários de há pouco aparecem agora travestidos de populistas, de amigos do povo. Leitores e leitoras recordar-se-ão que o mais famoso "amigo do povo" se chamou, em seu tempo Marat. Estrela dos jacobinos, não acabou na guilhotina como Robespierre mas na banheira onde uma jovem, Charlotte Corday, o esfaqueou até à morte. não se pense que a menina Corday fosse uma anti-revolucionária. Era tão só uma girondina , um dos ramos da Revolução que, por mais moderado (ou menos radical) não demorou a ser acusado de tudo e mais alguma coisa.
A s revoluções tem este singular percurso que até hoje termina sempre da mesma maneira. Basta lembrar a URSS para o comprovar. Ou a patética "revolução boliviana" que viu o seu ainda mais patético líder ser tirado da cama por militares americanos e levado para um calabouço de Nova Iorque
Nós por cá e só nos últimos 150 anos já assistimos a algumas revoluções que foram sendo abatidas mais por dentro de que por fora. A começar pelo desastre da de 1910 que em dezasseis anos gastou todo o seu capital político sem deixar, obviamente, de liquidar alguns dos seu principais dirigentes como aconteceu a Machado dos Santos E Carlos Da Maia, dois dos principais dirigentes da Revolução de 1910. A também revolução de 36 que acabou por dar origem ao Estado Novo viu os seus principais obreiros e iniciadores afastados do poder (mas não mortos, vá lá) e mais tarde assistiu à reviravolta de acrisolados e importantes membros do statu quo situacionista. Basta citar Quintão Meireles, Humberto Delgado Henrique Galvão ou Craveiro Lopes.
O regime cairia sem glória nem combate a 25 de Abril como sabido.
Poder-se-ia continuar explorando a ascensão e queda de alguma s sumidades de Abril mas não vale a pena. Menos ainda comentar como depois do 25 A o virar de casacas se tornou um exercício público que deu largos dividendos
E fiquemo-nos por aqui que, como de costume já derivei demasiadamente do escopo inicial da crónica
Felizmente os leitores, pelo menos os mais antigos e generosos, já sabem do que a casa gasta
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30 junho 2026
estes diasquevpassam 1065
O escândalo dos números
mar, 30 -6-26
Somos mais, mais pobres e mais inseguros.
Passar de dez milhões e meio para onze e meio é obra!
Estou a usar números redondos mas a verdade é que andámos demasiado tempo a julgar que eramos apenas dez milhões mais coisa menos coisa.
Agora a novidade dos onze milhões e meio (esperando que este seja o número verdadeiro e que não apareçam mais uns quantos residentes começa a fazer ver que alguns dos problemas relativos à falta de médicos nas zonas mais expostas ao aumento populacional se devem apenas ou quase e só ao crescimento exponencial de população.
Não vale a pena divagar sobre o desastre da previsão das entidades oficiais nem, ainda menos, nas causas de tão aberrante desconhecimento do país.
Neste momento, as hostes do Chega devem estar a preparar-se para pôr o dedo infecto na imigração. Nunca perceberão (ou fingirão que não percebem) o facto simples de a maior parte dos imigrados estar a fazer o que ninguém quer fazer.
Como somos um país vagamente respeitador dos direitos humanos não podemos por os adeptos de Ventura a apanhar frutos vermelhos na canícula alentejana ou a servir à mesa nos tascos algarvios. Menos ainda a serem trabalhadores de pá e pica na construção civil.
Já agora aproveito o tema da imigração para perguntar que é que na cabecinha dos nossos mais altos responsáveis para no Luxemburgo “aperarem” ao regresso do
emigrantes portugueses lá (felizmente) instilados. Será que pensam que alguém que trabalha se pode dar o luxo de receber muito menos apenas por amor à pátria dos egrégios avós?
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29 junho 2026
estes dias que passam, 1068
A bola perde-nos
mcr. 29-6-26
Acautelando: sou avesso ao futebol. Nunca tive jeito para a bola e nas milhentas partidas de pai em que participei, punham-me à defesa (na época dizia-se "back") porque fintar não era comigo. Carreguei esse desgosto dez verões seguidos, depois, a família fez um interregno em Lourenço Marques e descobri que a minha inépcia atingia o andebol er o voleibol que a "nocidade portuguesa" propunha aos rapazes que estudavam.
quando três anos depois à mesma praia e ao mesmo maravilhoso grupo (stessa plagia, stesso mare. canção desses anos que ainda hoje é sucesso na Itália) podia dar-me ao luxo de não jogar futebol. Éramos adolescentes e isso explica tudo mesmo se ser adolescente naquela época, fins de 50, dava asas à imaginação mas não à acção
Comecei a achar graça ao rugby mas não tinha corpo para a coisa. E assim terminou a minha inexistente carreira desportiva. Ou melhor, a partir do internato num colégio passei a ser jogador de pinguepingue e aí graças a ser canhoto e ter de ganhar para não ceder o lugar a outro, fiz um percurso glorioso que durou até à faculdade.
Posso garantir que desde 1960/1 até hoje, apenas fui a dois jogos , ambos da Académica e apenas porque as crises fervilhavam em 1952 e 1969. A minha presença no estádio era apenas para me manifestar contra a polícia, o Ministério da Educação e o governo em geral.
Todavia, não faço parte dos que amaldiçoam, desprezam ou rosnam sobre o futebol. Percebo perfeitamente que aquilo é um motivo de alegria, de entusiasmo, de comunhão colectiva.
dito isto, vamos à alegada "melhor selecção de sempre e às suas poucas aventuras. E começo por isso mesmo. Desde que me lembro, a selecção ºe sempre a melhor de sempre. Aqui para nós só uma vez vibrei com ela e terá sido quando Portugal jogou num campeonato do mundo contra a Ccoreia do Norte e aviou os coreanos por 5 a 3. Se bem recordo, eles terão começado por marcar mas subitamente o Eusébio resolveu ensinar a dança foi um ver se te avias.
Um jofgão, um jogaço, um brilharete de alto lá com ele.
Depois, e pouco a pouco, para minha surpresa (mas em questões de futebol a minha ignorância permite-me espantos contínuos) as equipas portuguesas começaram afirmar-se, os jogadores aa ser contratados pelos melhores clubes do mundo, os treinadores a brilhar nos quatro cantos da Terra e oa títulos a cair-nos em cima.
Não vale a pena historiar esse percurso que qualquer leitor/a sabe muito melhor do que eu. Apenas quero dizer que se partiu para este mundial com a equipa embrulhada num fogueteiro tremendo.
Eu ainda ouvi um comentador explicar que as equipas europeias partiam em desvantagem dado que as congéneres sul americanas estavam mais frescas porque os respectivos campeonatos iam ainda a meio. Provavelmente o mesmo acontecerá com as equipas africanas, mas não faç finca pé nessa hipótese.
O primeiro sinal foi o empate com o Congo, o tal resultado que sabia a derrota. Ronaldo passou de bestial a besta e foi crucificado pela falta de golos. Eu, por minha parte, teria atirado a primeira pedra pelo comportamento da criatura no fim do jogo, saindo do campo sem saudar os seus muitos admiradores, sem cumprimentar como todos os outros jogadores fizeram,aclaque. foi uma birra de menino parvo o que num homem de 40 anos mais parece uma estupidez e um sinal feio de mau perder.
claro que no jogo seguinte averbou dois golos contra uma equipa que vem de um campeonato de casados contra solteiros e de novo voltaram os elogios
O jogo contra a Colômbia foi o que se viu e um jornal titulou que os sul-americanos trouxeram o café (que aliás, é bem bom) e os portugas o sono!
Pior não era possível. todavia lá conseguimos passar para a fase seguinte com o treinador a debitar insanidade sobre a qualidade da prestação nacional.
Não vou alargar-me sobre as qualidades do sr Martinez, sobre a sua pertinácia em obrigar Ronaldo a jogar os 90 minutos, sobre as suas escolhas. O homem já ganhou um europeu, que diabos!
Agora, Portugal vai para Toronto, num país carregado de portugueses emigrados. Já ouvi dizer que a Croácia tem um saldo negativo contra Portugal mas nestas coisas a surpresa é a grande rainha.
É provavelmente o momento das pessoas se acalmarem , de se lembrarem que um mundial é só um mundial e que o mundo em que vivemos está neste momento diante de problemas de tal modo importantes que passar ou não passar à fase seguinte perde importância frente ao Verão que aí vem. e não estranhar o calor, ou do preço dos combustíveis. O fogo espreita, e, por exemplo, mo Sudão morre-se de tudo até de tiros. Mas o Sudão é aonde?
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28 junho 2026
estes dis que passam 1064
Marilyn, Marylin
Mcr, 28-6-26
Faria 100 anos e mesmo assim continua um mito absoluto, um ícone como agora (e imprudentemente...) se diz.
Eu arrisquei-me a nascer dentro de uma sala de cinema mas o meu pai que era um jovem médico prudente entendeu que devia levar a minha mãe para Coimbra e para a maternidade que, na época estava situada mnum belo edifício frente ao jardim botânico.
Falhei, pois, o nascimento na terra que considero minha e numa sala onde posteriormente vi centenas de fitas pendurado com o meu irmão e mais outros meninos num camarote lateral à esquerda do primior balcão.
Nunca esquecerei “E tudo o vento levou”, um par de filmes do Tarzan personificado pelo Johnny weissmuller, um atlético americano naador, campeão olímpico, ou o Danny Kaye danando à chuva. Todavia o principal filme, aquele que mais recordo, porque terá assustado ou profundamente impressionado o menino que eu era, foi “Não há paz entre as oliveiras” (nom c’e pace tra gli olivi) uma película de Giuseppe de Santis, com Raf Valone e Luci Bose—
Porém, foi muito mais tarde já no fim do liceu ou .mesmo em Coimbra que encontrei a Marylin
E digo-o assm com sta desenvoltura porque travei épicas discussões defendendo-a dos que a acusavam de ser uma espécie de produto cinematográfico de exportaçãoo americano. Era já a rapaziada dos cahiers du cinema (que eles não liam, era o que faltava) do “Positif” a bíblia do cimema progressista, dos defensores a outrance do neo-realismo cinematográfico, sem perceberem qual o papel dersta escola e qual a sua real importância. De resto, muita dessa maralha ignorante torciam o nariz aos melhores (De Sica a Visconti) e nunca por nunca souberam quem eram Cesare zavatini ou Ennio Flaiano dois argumentistas formidáveis, dois escritores d corpo inteiro.
Para eles havia apenas o politicamente correcto e la se iam, pela borda fora, John Ford e o western, quase todo ocinema musical e muto dos policiais franceses, das comédias italianas ou do subversivo cinema húngaro .
Hoje, sabe-se que essa loira tímida e inteligente, lia Faulkner e Joyce, escrevia poemas e conseguia criar personagens fabulosas.
De pouco lhe serviram a inteligência, o talento, a simpatia e a bondade. Morreu, vítima de um cocktail fatal de barbitúricos, traída por muitos e não entendida por outros tantos ou mais.
Nem Kennedy, nem Miller perceberam quem tinham à suafrente. Ou recusaram-se a ver para além do corpo esplendoroso que a atirou para a fama e para a incompreensão quase generalizada.
Fui um cinéfilo quase militante desde o ano de caloiro. De facto, um das primeiras mobilizações de que fiu alvo consistiu na obrigaçãoo de ir varrer a dala do Centro de Estudos Cinematográficos, uma secção da Associação Académica naaltura chefiada pelo Alfredo Tropa que havis, mais tarde, se converter rm realizador de cinema.
Já não sei como mas a partir desse dia torneu sócio do CEC e não perdi nem uma sessão quese organizava. Do CEC para o cineclube foi um passo rápido e recordo com saudade os magníficos textos de apresentaçãoo de filmes escritos por Orlando de Carvalho que ainda náõ era o temível catedrático em que se tornou.
Agora, a doença mligna (macula) que desvasta os meus pobres olhos impede-me de respirar o ar das salas onde o mistério do cinema ocorre.Há todo um universo de actrizes e actores, de realizadores e músicos de salas majestosas de cinema ou da recordaçãoo do cinema ar livre, sobretudo dosquartel de bombeiros de Coimbra onde os filmes apareciam infamemente ratados depois de inúmeras sessões em que perdiam fotogramasobre fograma. Ainda recordo uma fita onde sem se saber vomo apareceia um cortejo impoente com uma bela rapariga num palanque. Alguem perguntava”quem é? E aresposta vinha rápida”É a filha do Grã Mogul , Depois o filme continuava sem a rapariga sm o tal gão Migul . O público delirava, reclamava e quae sempre havia um habitué que berrava;”Ó mareco, corta a fita, nós não queremos amor, queremos é mocaria!” )mocaria significava, avisaram-me, porrada a valer e em boa verdade, volta e meia estalava uma zaragata que envolvia os espectadores até algum bombeiro começar a dar mangueiradas que deixavam tudo calmo e ensopado. E o filme láseguia aos trancos e solavancos noite fora, um “Verão violento” `moda portuguesa e coimbrã (desculpem a pequena homenagem a Zurlini e a belíssima E leanora Rossi Drago
Sessenta anos, depois , eis que à notícia do centenário da Monroe me ci em cima um marmoto de filmes, de paixões que tornam dolorosa esta “estate” que só é violenta porque a velhice que mecerca é irremediável e cruel.
Na imagem a gata Kiki de Montparnasse com Marylin ao fundo
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estes dias que passam 1063
As desgraças nunca são apenas fruto do acaso
mãe, 27.6.26
A venezuela , melhor dizendo o povo venezuelano vive horas medonhas. E pior, vai viver, dias, meses, ou mesmo anos, sob o peso deste desastre.
Os dois sismos, sucessivos e fortíssimos , vieram juntar o seu sinistro palmares a uma situação que já era má, para não dizer péssima, desde há muitos anos.
A desastrada "revolução bolivariana"conseguiu tornar um país rico, embebido em petróleo, numa miserável caricatura bananeira ponde a inflação galopante, , a repressão política, a degradação das estruturas industriais ae aliaram à corrupção generalizada.
Tudo se conjugou para desesperar os cidadãos que votaram contra um regime que, como é hábito, desconheceu o facto e seguiu em frente como se nada tivesse acontecido.
A isto junta-se a dramática humilhação de assistir ao rapto do presidente, capturado com inacreditável facilidade por militares norte-americanos a mando de um alucinado sequaz da antiga doutrina Monroe.
Neste momento tal doutrina já não prevê um continente livre de colónias europeias mas tão só uma america central e do sul transformada num quintal dos EUA que toleram todos os governos autoritários desde que obedeçam ao império e intervém com violência e violando as mais elementares regras de convivência.
Não vale a pena relembrar a guerra hispano-americana e a "libertação" de Cuba pois já em pleno século XX o Panamá ou Granada para não referir outros territórios foram alvo da intervenção USA
Paralelamente, osEUA conviveram amavelmente com um conjunto de ditadores que foram torcionários dos seus próprios concidadãos quando não os defenderam e ajudaram a maltratar as pessoas, a domar as instituições e a desviar a riqueza.
Brevemente, a menos que Trump se lembre de outra proeza, Cuba poderá ser alvo de uma intervenção muscular. É só conseguir sair da catástrofe iraniana, fruto da mais tonta e maléfica incursão no Médio Oriente. Na melhor das hipóteses, caso a paz sobrevenha, o Irão ficará na mesma, mesmo se mais enfraquecido e com mais uns milhares de mortos como se não bastasse o morticínio levado a cabo pelas hordas dos guardas da revolução. Desta feita não se aprisionarão, e menos ainda, se julgarão os ayatolas e o novo Guia supremo.
Entretanto, o bloqueio a Cuba foi reforçado e, como de costume, é a gente mais pobre q ue sofre mais A proibição de fornecimento de petróleo destrói todas as possibilidades de manter a ilha sem apagões com os hospitais a funcionar, as poucas indústrias a tentar sobreviver, para não falar nos cidadãos que sem luz nem possibilidades tem de cozinhar, de se aquecer, ter agua em casa.
A Gronelândia pode esperar, o Canadá pode continuar independente porque depois de outras façanhas militares ou pacifistas, Trump tem também pela frente eleições. E ainda há milhões de imigrantes para expulsar. Eis um país criado por emigrantes a negar a sua própria história.
E, voltando à Venezuela, eis que temos um patético Maduro aferros em Nova Iorque, à espera de um julgamento que a acontecer dentro das circunstancias propiciadas pela actual administração será eventualmente uma farsa.
é bom lembrar que, mesmo existindo traficantes importantes na Venezuela, o transporte da droga para fora, por via marítima, é incomparavelmente menor do que o trafico via México onde cartéis poderosos nação só fazem frente ao governo do país mas, sobretudo, estão intrinsecamente ligados às máfias norte-americanas seus principais e quase únicos clientes. Nação consta que uns e outros se sintam demasiadamente tementes das hostes de Trump ou por ele dirigidas.
O terramoto veio, uma vez mais, por a nu a má governação venezuelana, o descaso e o desprezo pelo ambiente, o abandono e falta de manutenção das estruturas industriais vitais (caso do petróleo)\e mais grave ainda a falta de regras de construção de habitação
Sob os escombros jazem milhares de vítimas e poucas dúvidas há de que, quando for (se for... ) conhecido o su numero final e total. Até nisto, a falta de Maduro a responder num tribunal venezuelano mostra quão deplorável é a situação. A culpa de boa parte das mortes vai morrer solteira porque os responsáveis não serão julgados. Lá e já.
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estes dias que passam 1062
As desgraças nunca são apenas acasos
Dois siemos de violência inaudita porque muito superficiais, vieram juntar o seu sinistro recorde a uma situação que era má, ou péssima, desde há muitos anos.
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25 junho 2026
estes dias que passam, 1062
continuar, (é difícil começar algo mas fácil acabar com tudo)
Ao longo dos ano, e já são muitos, quiçá demasiados, participei em diversas iniciativas culturais de que, por várias razões, apenas destaco duas: a Editora Centelha e a livraria Erva Daninha.
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23 junho 2026
- "à Barca, à barca
- oh que gentil maré"
- mar, na vespera do S João
- (oh que saudades...)
- Como anunciei , estou a tentar continuar o blog incursões com este ou outro nome que, a acontecer, se chamará "Homem aso mar".
- Nunca frequentei as redes sociais porquanto entendo que um blog permite mais e melhor o confacro com os leitores e, sobretudo, a possibilidade de poder entrar em diálogo com aqueles que o queiram encetar.
- Como pelo menos os habituais saberão, isto é, na melhor das hipóteses, uma vaga espécie de diário.
- A pergunta que eventualmente me farão é porque não um autêntico diário?
- A resposta é fácil : sou preguiçoso e trapalhão. Um diário implica uma escrita quotidiana que a minha propensão para-a indisciplina dificilmente permitiria. Em segundo lugar por muito curioso que eu continue a ser, por muito interessado que ainda seja, não é todos os dias que deparo com algo que olha a pena comentar, meter-lhe o dente, ou a faca.
- a ,minha queda para a trapalhice radica em duas fatalidades: pouco (ou nenhum) jeito e uma propensão para a asneira. Sempre fui alguém pouco pouco prático e demasiado dado a digressões longas quando trato de qualquer tema.
- Durante toda a minhavida profissional, esforcei-me demasiadamente mas com algum sucesso para fazer berm (ou razoavelmente) e rapidamente o quer tinha de ser feito.
- Logo que me apanhei livre de encargos profissionais votei-me à áurea mediocrizas e à observância da regra da abadia de Theleme d0o meu adorado Rabelais: "fais ce u'il te plait"
- Pensando melhor, é bem provável que essa regra tenha regido toda a minha vida.
- Portanto, e para encurtar: se as coisas correrem como, apesar de tudo. espero, continuarei a intervir como até agora, e ao longo de 2000 posts fiz sem entraves de qualquer espécie, pensar o mundo em que vivo ou sobrevivo praticando as necessárias incursões no éter internetico
- Mesmo agnóstico de longa, longuíssima data, remato com o britânico "so help me God"que na Buarcos da minha infância poderia ser o nome de uma bateira valente q ue se faz ao mar (que é um cão) Assim Deus me ajude!
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22 junho 2026
19 março 2009
A PARTIR DE HOJE ESTAMOS NO SAPO
No ano em que completa cinco anos de existência, o Incursões decidiu mudar de casa: deixámos o blogspot e aderimos ao Sapo, graças à amabilidade da Maria João Nogueira e ao engenho do Pedro Neves, que nos presenteia com um belo figurino. Obrigada aos dois, pela disponibilidade e pela simpatia com que aceitaram as nossas sugestões, nem sempre coincidentes, porque num blogue colectivo a unanimidade é quase impossível.
Ao longo destes quase cinco anos, muitas coisas mudaram no Incursões. Começou por ser um blogue quase essencialmente virado para o Direito e é, agora, um blogue generalista. Para tal mudança contribuiu decisivamente o facto de também se ter alterado o seu leque de autores.
Sentimos falta dos que já não estão e sentimos falta dos que, por um ou outro motivo, têm colaborado menos. Acreditamos, contudo, que esta mudança poderá ser o pretexto para que todos (alguns, pelo menos) voltem a empenhar-se nesta já longa aventura que acabou por se transformar este blogue numa reunião de amigos.
A partir de agora, visitem-nos, pois, no endereço http://incursoes.blogs.sapo.pt/
E deixem as vossas opiniões. E sugestões. Gostam?
A Equipa do Incursões
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O meu olhar
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