Não gosto especialmente do dia da mulher. Assim como não gosto quando dizem, com ar condoído, “especialmente idosos, crianças, deficientes e mulheres”. Nunca, mas nunca mesmo, me senti discriminada. Sei que isso também se conquista, mas não basta. Sei também que essa não é a realidade que vive a grande maioria das mulheres, muito pelo contrário. E por isso, quase só por isso, acabo sempre por concordar que é importante que haja um dia que lembre o é forçoso lembrar.
Além disso, fiquei recentemente a saber que nos países de Leste é feriado no dia 8 de Março. Neste dia, as mulheres não fazem nada. Nada mesmo. Os homens cuidam dos filhos, da casa, de tudo. No final fazem uma festa em conjunto, homens e mulheres. Por sinal, no dia 9 também não trabalham porque a festa é mesmo farra e dura até às tantas. Parece-me bem. No caso dos trabalhos domésticos um dia de estágio pode ser salutar e uma ponte para algo mais. Quanto aos festejos em conjunto são muito melhores que a moda que se instaurou entre algumas mulheres ocidentais que festejam esse dia com um jantar só de mulheres, o que me pareceu sempre uma sensaboria.


