As desgraças nunca são apenas acasos
A Venezuela, melhor dizendo o povo venezuelano, tatá a viver horas medonhas.v E o pior ´w que serão dias, meses, provavelmente anos.
Dois siemos de violência inaudita porque muito superficiais, vieram juntar o seu sinistro recorde a uma situação que era má, ou péssima, desde há muitos anos.
A desastrada "revolução bolivariana" conseguiu tornar um pais rico, embebido em petróleo numa miserável caricatura bananeira onde a inflação galopante, a repressão política, a degradação das estruturas produtivas se conjugaram para desesperar os venezuelanos e para engordar uma elite saída de um golpe de Estado travestido em "revolução".
A isto juntou-se a dramática humilhação de assistir ao rapto do Presidente da República cometido com inacreditável facilidade por militares americanos a mando de um alucinado sequaz da antiga doutrina Monroe que, neste momento se pode definir assim. Toda a restante América não governa pelos EUA é um quintal, um galinheiro desta potência.
Não vale a pena tentar distinguir a antiga política que tse opunha ao aparecimento de colónias europeias no continente americano e aquilo que actualmente se passa.
Os EUA actuaram sempre como os "protectores (no sentido mafioso do termo) das republicas e republiques americanas todas (à excepção do Brasil) situadas no cento e n o Sul. Só o Canada escapou mesmo se, como se viu há poucos meses , a criatura que ocupa a Casa Branca tenha tido a ousadia de o considerar como um potencial Estado dos EUA.
A América imperial interveio em Cuba, a pretexto de a salvar da Espanha e no século passado atacou e submeteu temporariamente vários países e entendeu prender e julgar os seus presidente normalmente candidatos a ditadores,. O Panamá foi criado à custad a Colombia, e foi alvo de posteriores intervenções, o mesmo sucedendo com outros Estados vizinhos.
Por outro lado, o poder norte americano conviveu sem dificuldades com outros facinorosos ditadores e para já, há o anúncio de uma possível intervenção em Cuba. Não seria a primeira e, mesmo que o regime cubano seja o que é, creio que compete ao seu povo, resolver o seu atribulado presente e construir um futuro melhor para a ilha. Para já os EUA estão a bloquear Cuba, a impedir que o petróleo lá chegue. Ora o petróleo no caso cubano é como o sangue no nosso corpo. Sem ele nada funciona e tudo se vai deteriorando .
Trump está com pressa de sair da catástrofe iraniana para tentar atropelar Cuba. No caso da Venezuela, gaba-se de agora ter ali um aliado, uma boa amizade enquanto mantém o patético Maduro numa prisão nova-iorquina sob a acusação de marco traficante.
Aliás, em vez de combater as suas máfias que elas sim são poderosas organizações culpadas de toda a espécie de crimes incluindo a distribuição da droga, Trump entendeu mandar aprisionar Maduro que provavelmente nada terá a ver com o tráfico. Era e ainda será um patife, mas pode duvidar-se da acusação provavelmente forjada de principal responsável pela droga que entra nos EUA.
não escamoteando o contrabando marítimo, é mais que sabido que são os poderosíssimos cartéis mexicanos os principais fornecedores dos gangs americanos.
Até nisso, a Venezuela sairá defraudada se, e quando se puder libertar do "madurismo", do bolivarianismo e do poder ainda lá intocado.
Este terramoto veio, mais uma vez, pôr a nu a má governança venezuelana, o descaso, e o desprezo, pelo ambiente, , a corrupção, o abandono a que foram votadas milhares de infra-estruturas e e património construído.
Não basta referir as estruturas petrolíferas em ruína, a falta de maquinaria pesada, o não cumprimento das mais elementares regras de segurança construtiva.
Sob os escombros jazem milhares de vítimas (os desaparecidos, ou alguns deles) é é duvidoso que sejam resgatados a tempo. E por tudo isso é que Maduro e a multidão dos seus amigos, aliados e cúmplices deviam ser julgados. Lá- E já.
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