13 janeiro 2009

Presidência estranha

Cavaco Silva não teve o meu voto na sua caminhada para a Presidência da República. Não me revejo nem na forma nem na substância do nosso Presidente, que nos últimos tempos tem andado muito agitado politicamente. Depois do Verão quente, sob o “anticiclone” dos Açores, Cavaco começou a preocupar-se em demasia com a agenda mediática e com aquilo que os jornais dizem ou presumem.
Após o magnífico comunicado na sequência de rumores que o relacionavam com o BPN e com os seus gestores, surge agora um outro comunicado a desmentir fontes não identificadas e que defendiam que o Presidente tinha ideias fixas e definidas quanto ao agendamento dos próximos actos eleitorais, em oposição ao Governo. Cavaco desmente rumores e fontes, mas não se fica por aqui. Segundo Mário Crespo denunciava ontem no JN, o chefe da Casa Civil do Presidente, o experimentado Nunes Liberato, ex-secretário de Estado e ex-secretário-geral do PSD sob a liderança de Cavaco, escreveu à administração (!) da SIC, desmentindo as referências que Mário Crespo fizera aos rumores que fizeram transparecer para os meios de comunicação que a Presidência se preparava para não promulgar a Lei do Orçamento de Estado.
Tanta efervescência e tanta irritabilidade, em tempo de crise e a dois anos ainda das próximas presidenciais, são motivo de estranheza e incompreensão. Será estilo ou falta dele?

2 comentários:

aires disse...

é cooperação estratégica!!!
abraço

M.C.R. disse...

eu nunca me revi em Cavaco ou sequer nos seus amigos partidários. todavia, nestes últimos tempos tenho de confessar que há coisas em que ele tem razão. A começar pela salgalhada inconstitucional dos Açores a que o medíocre César veio agora dar mais folego.
E nem falo das bandeiras pois remeto-me ao que hoje escreve Jorge Miranda.

Agora nesta troca de rumores o que me parece estranho é que há sempre um rumor a dizer que Cavaco disse, fez, pensou. De onde vêm? A que se destinam?
Ou seja: que é que o PR deve fazer para tirar o tapete a esses rumores? Ou deixou de vigorar a norma "quem cala consente"?