12 janeiro 2006

Uma posição de esquerda

Noticia o “Público”: Ana Gomes, eurodeputada que integrou a Comissão Política de Ferro Rodrigues, escreveu, ontem, no blog “causa-nossa”:

«Joaquim Pina Moura devia ter a decência de abandonar o Parlamento (…) A Comissão de Ética da Assembleia da República devia considerar o caso e declarar a incompatibilidade, para credibilizar a função parlamentar (…) Governantes e dirigentes socialistas deviam parar de dar cobertura a tal promiscuidade. Militantes socialistas deviam deixar de continuar calados.»

8 comentários:

Primo de Amarante disse...

Se Ana Gomes vier a este blog, gostaria que ficasse com esta minha interrogação: que problemas terá resolvido a empresa de consultoria para empresas em falência que Pina Moura criou com o seu irmão? Sendo uma empresa tão especializada, espera-se que tenha feito algumas recuperações de situações de falências. sabe-se que trabalhou meses e meses em algumas empresas, mas não se conhecem resultados de recuperação!

O Hóspede disse...

O caso Pina Moura demorou a aparecer nos jornais. O Parlamento deve ter muitos casos análogos. Menos mediáticos, logo mais eficazes. Quantos advogados temos no Parlamento? Dos advogados que estão no parlamento, quantos fizeram, no último ano, contratos milionários com sociedades de advogados? Qual será mais criticável, o Presidente de uma empresa que é deputado ou os advogados que são deputados e profissionais em sociedades que accionam judicialmente o Estado e lhe sacam avultadas indemnizações?
Esta questão não deveria ser personalizada. O que não significa que não deva ser debatida.
O grande problema, para o qual não há solução (donde não ser bem um problema…) é que, como diz hoje Garcia Pereira, em vez de se promover a reforma do sistema político, deviríamos exigir a reforma dos políticos que temos.
Mas como é que isso pode ser possível num país que olha para os políticos como se eles fossem os craques da sua equipa de futebol?

Primo de Amarante disse...

De maneira alguma gostaria de personalizar esta questão. Apenas queria que fosse um exemplo flagrante da podridão no "reino" que não é da Dinamarca.

Aliás, como sabem, detesto personalizar questões. Este caso, pelos "ingredientes" que configuram a personalidade da criatura visada é um manifesto exemplo do ponto a que pode chegar a degradação dos partidos e da vida politica profissional. E é esta a grande questão que terá de ser corrigida a partir da inferência deste caso.

ÓSCAR ALHINHOS disse...

Começo a ficar cansado de me repetir:
Desde logo, concordo, na íntegra, com o que diz a eurodeputada Ana Gomes.
São os casos como os de Pina Moura, de que a AR está cheia - aliás, por que razão os nossos deputados estão na AR? Por que razão veremos sempre as mesmas caras? Por que razão haverá tanto interesse em servir a causa pública? -, que levam este País para o abismo e depois a culpa é deste, daquele e do outro, mas NUNCA DOS POLÍTICOS INCOMPETENTES QUE TEMOS.
A propósito, quem é a eurodeputada Ana Gomes, senão uma funcionária do Partidos Socialista??????????
Eu, no lugar dela e pq tenho vergonha na cara, talvez ficasse calado....

Primo de Amarante disse...

Ana Gomes, funcionário do PS?!!!.... Nunca ouvi falar em tal. Aliás, os funcionários do PS são recrutados noutra área.

jcp (José Carlos Pereira) disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
jcp (José Carlos Pereira) disse...

Foi público que Ana Gomes, quando regressou a Portugal para integrar o Secretariado de Ferro Rodrigues, tinha uma remuneração atribuída pelo PS, julgo que equivalente à de Embaixadora.

ÓSCAR ALHINHOS disse...

JCP:
Ora, nem mais...
A partir daqui e como já disse anteriormente, só o Dr. José Lamego, Ilustre militante do PS, se poderá pronunicar sobre a dita senhora...