10 junho 2005

Alberto Costa, Macau e a Independência dos Tribunais

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10/6/2005

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8 comentários:

josé disse...

As coisas são como são e isto ja é uma afirmação conformada.

Porém, seria muito interessante fazer um rewind histórico, voltar a Fevereiro de 1986 e assistir à vitória eleitoral de Freitas do Amaral como PR! A diferença entre ambos foram algumas dezenas de milhar de votos, por isso, é plausível o exercício.

O que aconteceria a esta malta de Macau?! A toda esta gente que desde então passou a mandar no PS como uma coutada de amigos e amigalhaços?!

Quem seguiria para Macau?!
Que papel teria então a maçonaria?!
Quem seria o Governador, nesse caso?
Proença de Carvalho?
E quem seriam os acólitos?
Dias Louteiro? Os CDS do Caldas teriam hipóteses?!

Uma coisa é certa: Portugal teria outro perfil! O PS teria outra gente e o PSD seria a mesma coisa.
Freitas do Amaral conseguiria um segundo mandato como presidente?!
Why not?!

Outra coisa é certa: nunca teríamos na nossa vida portuguesa e democrática uma ministra da saúde chamada Maria de Belém e quanto a um António Costa nunca teríamos um Ricardo Costa a mandar na Sic Notícias....teríamos?!

Nunca teríamos um Alberto Costa onde quer que fosse e nunca teríamos um António Vitorino comissário na Europa.

Enfim, é a vida....

josé disse...

Mas já que estamos em maré de nostalgias serôdias, intriga-me um pouco como foi possível ao ilustre JAB, ter sido alguém importante em Macau num consulado socialista e depois, em 1996, ter sido alguém importante na candidatura de Cavaco Silva à presidência.
A diferença de estilos; de pessoas e de projectos parecia-me ser enorme.
Então, como é que JAB deu essa cambalhota?!

COmo sei que de vez em quando o próprio virá aqui espreitar, aqui fica a pergunta indiscreta:
Como foi possível, caro JAB?!

José António Barreiros disse...

Obrigado pela amável provocação. Sucede que sobre o caso «Alberto Costa» e sobre o caso «Emaudio» de que ele é parte, o dito JAB pensa que é melhor estar calado: quem, tendo na altura responsabilidades, quis fingir que não viu nem percebeu, pode dormir em paz com a sua hipocrisia!
Quanto à «cambalhota» é simples. A minha filiação no PS em 1974 foi proposta por Francisco Salgado Zenha e Maria Emília Tito de Morais. Ali estive, com muita honra e algum esforço, até regressar de Macau em 1988, data em que cancelei a minha inscrição, depois de ter visto o que tinham feito e como se tinham comportado os socialistas a propósito do que acima disse, e exonerado que fui por Mário Soraes do cargo de Secretário do Governo de Macau, no qual sucedera a António Vitorino.
Jorge Sampaio, na altura Secretário-Geral, numa conversa amiga no Hotel Tuela, onde nos cruzámos, ainda me pediu para repensar, mas não quis saber nada do que se passara naquelas longínquas paragens e eu percebi que ficaria muito incomodado se lho contasse. Almeida Santos, de quem fora, durante todo o Governo do bloco central, chefe de gabinete, sendo ele Ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares, teve a gentileza de não me fazer qualquer pergunta.
Incompatibilizado com «aquele PS», desaparecido o PS que eu tinha conhecido, não mais tive partido. Regressado a Lisboa, recomecei a advocacia, a partir do nada, e para poder sobreviver, fui dar aulas na Universidade Lusíada. As minhas reservas financeiras não davam sequer para poder comprar um apartamento para vivermos. Macau não foi para mim a árvores das patacas.
Respeito a honradez e a dedicação à causa pública do professor Cavaco Silva. Apoiei-o na campanha à presidência da República, sem hesitação e orgulho-me de o ter feito. Nas anteriores eleições eu tinha estado com Mário Soares, contra Freitas do Amaral. Eu tinha aprendido com a vida que, independentemente da diferença de estilos, a honradez pessoal é uma extraordinária virtude. Além do mais, não nutria simpatia por qualquer outro candidato, nem confiança na sua capacidade política naquele cargo. Fiz muitos erros na vida. Este foi daqueles em que parecei que acertei.
jab

Primo de Amarante disse...

Com muitas diferenças e alguns pontos em comum, compreendi-o melhor J.A.B. e fiquei mais perto de si (sem o conhecer) depois deste comentário. Penso que o essencial são as nossas convicções e o assumir as consequências das mesmas.
Um abraço fraterno.

Coutinho Ribeiro disse...

Bonito, caro Colega JAB. Muitas vezes, para se perceber por que alguém muda de campo, é preciso perceber se os campos ainda são os mesmos. E perceber a desilusão que se sente. E perceber que não é facil começar de novo e voltar a acreditar de novo.

josé disse...

Caro JAB:

Num momento em que vivemos, publicamente, num panorama de sombras que escondem perfis sinuosos, é agradável ler alguém que diga o que o que o JAB disse em nome da honra.

Este valor tem sido algo escamoteado, como digno de cotação na bolsa de valores da política.
A honra e a honestidade, são valores totalmente relativizados, entre os cultores da ascensão partidária no inner sanctum dos partidos.
Conheço alguns personagens desses lugares para o poder dizer com algum á vontade.
Até arriscaria dizer que quem os não relativizar, fica de fora das listas e isso para alguns, torna-se impensável.

Há pessoas na política que não sabem fazer outra coisa e já não podem viver sem os arranjinhos que lhes permitem ganhar os mil e tantos contitos por mês.
Pura e simplesmente, largados a si mesmos, ficariam automaticamente a cargo da...Segurança Social! Duvida disto , meu caro JAB?!

O caro JAB está a ver um Jaime Gama a advogar, ou na profissão respectiva, como o devia fazer?!

Está a ver um António VItorino a advogar?! Onde?! Como ?!

Está a ver um Marques Mendes a advogar, depois de o Belmiro de Azevedo ter dito que nem para porteiro o queria?!

Há mitos e lêndias na política portuguesa que prtecisavam de um tratamento intensivo a Quitoso, mas fatalmente, de quatro em quatro anos ou menos ainda, aparece uma tábua de salvação.
Na Sicília, a isso costuma dizer-se que são os amici dei amici.

A política portugesa está muito mais próxima do sistema mafioso do que parece.
É a minha opinião e ao dá-la aqui, perante aquilo que escreveu, só o faço para lhe prestar a minha homenagem.




Alguns exemplos recentes

josé disse...

E para que não fique ponta de equívoco, tenho a dizer que considero Jaime Gama um dos melhores parlamentares que há.
Só que...
E que Vitorino talvez seja com a ensinar.
Só que...

É difícil explicar isto, por isso o melhor é não explicar.

Coutinho Ribeiro disse...

Há coisas que nem vale a pena explicar....