10 março 2009

Novas facetas da crise

aqui dei conta do alastrar da pobreza na classe média e sugerido a intervenção do Banco Alimentar. Manuel António Pina traz hoje novos casos, que deveriam merecer profunda reflexão das autoridades.

Seria muito interessante conhecer a quebra nos rendimentos dos Administradores executivos e não executivos dos grandes grupos, designadamente das ex-empresas públicas, tipo EDP, PT e outras. De igual modo seria curioso conhecer as “senhas de presença” pagas aos membros dos Conselhos Gerais ou Assembleias Gerais de grandes empresas e grupos económicos. É que, diz-se, que muita dessa gente recebe mais por participar numa reunião anual (a que aprova as contas e distribui resultados) do que muitos quadros dessas empresas recebem durante o ano.

Claro que a crise veio levantar o véu e para mostrar quanto estão solidários e disponíveis para colaborar no apertar do cinto. É assim que decidem reduzir, significativamente, remunerações e mordomias. Contudo, quando se olha para os novos números, que dizem que passaram a receber, continuam a ser escandalosos face ao desemprego crescente e face à realidade do país.

Contudo, salvo algumas colunas que aparecem os jornais, como a do MAP, a comunicação social não dá relevo a estas situações escandalosas, preferindo fazer manchetes com reformas da função pública, qualificando de milionária qualquer reforma acima dos 4 mil euros. Claro que não são os funcionários públicos que ustentam a publicidade para os órgãos de comunicação social. Entenda-se!

3 comentários:

Mocho Atento disse...

E não devemos esquecer as fabulosas quantias pagas a membros das Mesas da Assembleia Geral das sociedades cotadas em Bolsa e que, muitas vezes, remuneram outros serviços prestados, designadamente junto dos serviços públicos e decisores políticos.

Mas como são personalidades independentes, nada há a dizer!

JSC disse...

Independentes e outras bem dependentes e alinhadas, como é o caso de deputados que integram esses órgãos sociais muito bem remunerados e que tão pouco (nenhum) trabalho dão.

JM Coutinho Ribeiro disse...

Começa tudo a despertar para a balbúrdia. Isto ainda é capaz de se compor...