O escândalo dos números
mar, 30 -6-26
Somos mais, mais pobres e mais inseguros.
Passar de dez milhões e meio para onze e meio é obra!
Estou a usar números redondos mas a verdade é que andámos demasiado tempo a julgar que eramos apenas dez milhões mais coisa menos coisa.
Agora a novidade dos onze milhões e meio (esperando que este seja o número verdadeiro e que não apareçam mais uns quantos residentes começa a fazer ver que alguns dos problemas relativos à falta de médicos nas zonas mais expostas ao aumento populacional se devem apenas ou quase e só ao crescimento exponencial de população.
Não vale a pena divagar sobre o desastre da previsão das entidades oficiais nem, ainda menos, nas causas de tão aberrante desconhecimento do país.
Neste momento, as hostes do Chega devem estar a preparar-se para pôr o dedo infecto na imigração. Nunca perceberão (ou fingirão que não percebem) o facto simples de a maior parte dos imigrados estar a fazer o que ninguém quer fazer.
Como somos um país vagamente respeitador dos direitos humanos não podemos por os adeptos de Ventura a apanhar frutos vermelhos na canícula alentejana ou a servir à mesa nos tascos algarvios. Menos ainda a serem trabalhadores de pá e pica na construção civil.
Já agora aproveito o tema da imigração para perguntar que é que na cabecinha dos nossos mais altos responsáveis para no Luxemburgo “aperarem” ao regresso do
emigrantes portugueses lá (felizmente) instilados. Será que pensam que alguém que trabalha se pode dar o luxo de receber muito menos apenas por amor à pátria dos egrégios avós?

Sem comentários:
Enviar um comentário