01 julho 2026

estes dias que passam 1066

 A segunda metade do ano

mcr, 1 Jul 26

Agora é sem rede. O sapo acabou ou está nas vascas da agonia. Isto é mis um prova da possibilidade da extinção das espécies.

A menos que ao pobre sapo tenha faltado o beijo salvador de alguma princesa  ainda que eu desconfie que o universo dos antigos contos infantis  tenha , também ele, desaparecido. Provavelmente caiu num buraco negro...

Estou (provisória ou definitivamente)  aquartelado no incursões antigo onde, de resto  comecei e de onde só saí por mera solidariedade com os bloggers que então restavam.

Se soubesse o que seus hoje teria continuado em ambas as versões e não estaria agora a tentar redescobrir  como é que isto  funciona. 

E se refiro funcionar é porque estou a usar um novo computador Mac como sempre mas de mesa e enorme. Se  não erro foi o maior de sempre, qualquer coisa como 28 polegadas e pot razões que não só desconheço mas provavelmente , como inflo-excluído pertinaz, nunca entenderia. Agora a apple fabrica um um pouco mais pequeno. De todo o modo este convém-me pois com os pobres olhos que ainda tenho  quanto maior for o ecrã maiores são as possibilidades de usar a máquina.

So que...

Só que já não tenho a mesma agilidade física e mental (sobretudo esta... Ou:também esta...) para conseguir rapidamente apanhar os segredos (mesmo que mínimos) do uso normal.

Sou, porém, teimoso e detesto a ideia de perder para uma máquina, Sobretudo porque ainda não anda por aqui mão de influencia artificial. Também, em boa verdade, e para voltar aos anos posteriores ao 25 A também não é perceptível "mão de reaçã" (o sacana do computador resolveu corrigir o raça para reacção, prova de que os aparelhos ainda demorarão muito tempo a perceberas virtudes da língua coloquial.

Ninguém de juízo negar que os reaccionários não desapareceram como os dinossauros e outra avantesmas do mesmo gabarito, Adaptaram-se, apenas, numa espécie de evolução à moda do senhor Lavoisier que Deus tenha. O excelente químico teve azar. Aristocrata , de pouco lhe valeu a notoriedade científica. A Revolução (quem como se sabe m come os seus melhores filhos) atirou-o para a guilhotina sob acusações sem nexo entre as quais a de vender tabaco adulterado.  

Entretanto  a suai mortal formula Na natureza nada se perde nada se cria, tudo se transforma tem hoje em dia múltiplas aplicações e os reaccionários de há pouco aparecem agora travestidos de populistas, de amigos do povo. Leitores e leitoras recordar-se-ão que o mais famoso "amigo do povo" se chamou, em seu tempo Marat. Estrela dos jacobinos, não acabou na guilhotina como Robespierre mas na banheira onde uma jovem, Charlotte Corday, o esfaqueou até à morte. não se pense que a menina Corday fosse uma anti-revolucionária. Era tão só uma girondina , um dos ramos da Revolução que, por mais moderado  (ou menos radical)  não demorou a ser acusado de tudo e mais alguma coisa.

A s revoluções tem este singular percurso que até hoje termina sempre da mesma maneira. Basta lembrar a URSS para o comprovar. Ou a patética "revolução boliviana" que viu o seu ainda mais patético líder ser tirado da cama por militares americanos e levado para um calabouço de Nova Iorque

Nós por cá e só nos últimos 150 anos já assistimos a algumas revoluções que foram sendo abatidas mais por dentro de que por fora. A começar pelo desastre da de 1910  que em dezasseis anos gastou todo o seu capital político sem deixar, obviamente, de liquidar alguns dos seu principais dirigentes como aconteceu a Machado dos Santos E Carlos Da Maia, dois dos principais dirigentes  da Revolução de 1910. A também revolução de 36 que acabou por dar origem ao Estado Novo viu os seus principais obreiros e iniciadores afastados do poder (mas não mortos, vá lá) e mais tarde assistiu à reviravolta de acrisolados e importantes membros do statu quo situacionista. Basta citar Quintão  Meireles, Humberto Delgado  Henrique Galvão ou Craveiro Lopes. 

O regime cairia sem glória nem combate a  25 de Abril como sabido. 

Poder-se-ia continuar  explorando a ascensão e queda de alguma s sumidades de Abril mas não vale a pena. Menos ainda comentar como depois do 25 A o virar de casacas se tornou um exercício público que deu largos dividendos

E fiquemo-nos por aqui que, como de costume já derivei demasiadamente do escopo inicial da crónica

Felizmente os leitores, pelo menos os mais antigos e generosos, já sabem do que a casa gasta


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