21 julho 2026

estes dias que passam. 1071

 Jonas Marques Pinto

mar, 21de Julho 2026


Era um homem de cultura, amável, simples e cordial. Foi o primeiro presidente da Fundação de Serralves e, também por isso, coincidimos como intervenientes na vida da cidade. Eu era, à altura, Delegado Regional de Cultura e, por isso mas não só um interlocutor dele. Todavia, mesmo tendo em conta o papel absolutamente relevante da DRN na "descoberta" de Serralves, nos primeiros contactos com os seus então proprietários e em todas as posteriores acções que levaram à compra daquela belíssima propriedade,  não vem daí as nodosa relações pessoais.

De facto, éramos vizinhos, vivíamos no esmo prédio onde de resto ele sempre viveu, como eu, aliás.

Vizinhos cordiais o que, hoje em dia não é sempre comum. E vizinhos desde 1974, ou seja, há uma eternidade. Com a sua morte o núcleo inicial de moradores deste prédio fica ainda mais pequeno, tanto que agora devo fazer parte dos cinco condóminos mais velhos. Se é que somos sequer cinco!...

Da sua acção como fundador e presidente da Fundação falarão outros com mais autoridade. No entanto, enquanto  cidadão do Porto, cumpre-me uma palavra de reconhecimento e de admiração pelo modo como dirigiu e, de cera maneira, "formatou" a acção de Serralves.

Curiosamente, conservo dele, uma certa ideia de pessoa discreta, mesmo ou apesar de na garagem se alinharem carros seus sempre das melhores marcas e, como dizia, um seu motorista, sempre topo de gama.alguma vez durante uma viagem de elevador lhe terei dito que só lhe faltava um Bugatti, Ou então apenas pensei dizer-lhe isso.

O que seguramente, alguma vez, lhe confessei, era a benigna inveja que tinha por ele poder ter um motorista. Foi algo de que gozei durante uma dúzia de anos devido a funções que desempenhei.  Como nunca tive especial prazer em guiar, sempre jurei a  mim mesmo que se  me caía a sorte grande digamos o Euromilhões um dos poucos luxos que teria seria esse mesmo. Alguém que tivesse o trabalho e a maçada de me levar pela cidade. Mesmo num veículo mais modesto do aqueles que ele possuía. Para carro de lixo só um desses veneráveis RolsRoyce de outra épocas. O resto é tudo igual. Fora o RR qualquer carro confortável e discreto me basta.

Nestes últimos anos quase o não via apesar de me cruzar constantemente com o su pessoal doméstico e com as enfermeiras que ultimamente eram o sinal mais evidente do seu estado de saúde.

Não vou dizer que ele, que morre aos 87 anos, vai fazer falta. O que fez chega e sobra para ser lembrado e se algo poderá fazer falta é o seu exemplo de homem de cultura  e a acção que levou a cabo nesse difícil domínio


Boa viagem, caro vizinho!


19 julho 2026

estes dias que passam 1070

 


Subitamente  o escândalo

mcr, 19 de Julho 2026


As notas dos exames nacionais lá saíram.

aos tropeções e ao sábado, dia em que eventualmente as escolas deveriam estar fechadas.

Que estas notas já deveriam estar afixadas há um par de dias não suscita dúvidas a ninguém;  que o atraso se deve a uma marcação imprudente de datas limite também não

Porém, as críticas foram, há que dizê-lo-lo, bem mais longe.

claro que, e antes de qualquer reflexão mais avisada e prudente, forM O Ministro e o Primeiro Ministro imediatamente postos na berlinda. E, com a habitual rapidez, aconselhados a demitir-se.

Conviria, entretanto, recordar que, ninguém, neste momento, quer eleições. Ninguém!  

Portanto, o mais que, com boa vontade, se tira do aludido pedido, é que a actual coligação governava trate de encontrar um outro par de criaturas para os cargos em causa.

Pessoalmente, prefiro que estes não sejam substituídos já que pelo menos começam, espero-o, a conhecer os cantos à casa.

Sobretudo, o Ministro da Educação. É que nesse labirinto medonho onde está metido, existem dezenas de abomináveis monstros que tem engordado e crescido à sombra da inércia geral.

Estas criaturas vivem do imobilismo, da defesa acirrada dos seus pequenos privilégios e do seu exercício de décadas menos provas evidentes do que querem e, sobretudo, do que não querem.

O mesmo se vai passando no resto das instituições dependentes deste elefântico ministério que é mais um amontoado de baronias fechadas sobre si mesmas do que uma instituição  que queira uma verdadeira educação das crianças, adolescentes e jovens adultos. Também nação consta que liguem muito aos professores sejam eles de que ramo forem e menos ainda aos pais dos alunos e às suas magras e ineficazes associações.

De cada vez que se anuncia uma reforma, a música bem (das)afinada é a mesma

A aclamada digitalização que na Europa já tem barbas ou, pelo menos, bigode esta(va) destinada ao mesmo rosário de imprecações. 

Anteontem, numa mesa redonda televisiva, um professor relativamente novo mas fortemente fundibulário  guinchava que a França tinha demorado 15 anos a avançar com a digitalização. O pobre homem esquecia-se que, se tal é verdade, essa transformação ocorreu há bastante tempo, numa época em que os meios técnicos eram outros. 

Não quero, porém, deixar de notar que provavelmente, cá se avançou     à bruta, estilo pega de caras se é que a imagem tauromáquica tem aqui curso.

O problema que me preocupa é o de saber quem, quando e como nos perigosos corredores do ME foi propondo esta  inovação.

Um ministro vive dos pareceres técnicos do seu ministério, por junto pode escolher aquilo que todos os dias lhe é trazido. Será que alguém sensato acredita que o Ministro actual entrou de rompante pelos gabinetes uivando por uma digitalização?

Houve muita gente que se riu do caso das provas agrafadas sem sequer  pensar que isso prova alguma (sou generoso) impreparação. 

Outra questão que me preocupa é a de saber se a empresa encarregada da digitalização tinha os meios e a capacidade para a tarefa gigantesca em questão.

como não ouvi nenhuma menção a uma escolha de favor começo a desconfiar que foram buscar a mais barata. Se assim foi, relembro o ditado que diz que o barato sai caro...

Prosseguindo:  sonhar os professores classificadores correm as mais dispares notícias. Desde professores de matemática e corrigirem provas de português enquanto os desta matéria se dedicavam a correcção de geografia. E assim sucessivamente...

ainda neste domínio hás notícias de professores chamados a quem não foram atribuídas provas!

Isto tudo pode ser verdadeiro ou falso mas atribuir ao ministro Alexandre a culpa parece-me surpreendente.

Como também é surpreendente saber ou ouvir dizer que muitas segundas folhas de provas ficaram nas escolas dias e dias  só chegando à zona de digitalização nas vésperas da fixação dos resultados.

Pelos vistos, e mais uma vez, a culpa recai no ministro, como se fosse possível não haver ninguém entre o estudante examinado e ele! 

Nada tenho contra ou a favor do Ministro mas toda esta gritaria e toda esta parafernália de acusações soa a postiço a politiqueiro, a venturismo,

Que as coisas não correram bem é um facto irrecusável. conviria, serenamente, ir desmontando a história e  verificando onde houve falhas que, à primeira vista não são poucas. Partir daqui para bramir contra a digitalização parece, todavia, um abuso.

O Verão é (cada vez menos) época de touradas mas nem tudo o que ocorre tem ver a com tauromaquia. anda neste falatório mão, aliás voz, de reaça.

Bem sei que a silly season não é  a altura ideal para pensar. Espero vivamente que todas as datas dependentes destes exames, a começar pelo acesso à universidade sofram um atraso de uma semana para que ninguém fique prejudicado ou, pelo menos, para que o prejuízo seja minorado. 

Não creio que isso seja uma tarefa impossível sequer especialmente difícil. No entanto com a gesticulação frenética que grassa por aí temo vem que as coisas voltem a correr mal. 

Mais tarde haverá tempo para discutir a bondade da digitalização e a existência ou não de opositores a tal reforma.

E teremos igualmente tempo para aclarar a verdade de tudo o que foi dito, coisa que, a ser levada a cabo, será uma novidade!


   


15 julho 2026

estes dias que passam 1068

 Este país não é para velhos

Nem para novos...

Tão pouco para imigrantes 

(ou emigrantes...)

mcr, 8 de Julho de 2026

 

Ao invés de um onceituado professr de Direito que entendia dever começar-se pelo princípio, eu atrevo-me, com prévia licença dod leitores, a iniciar o folhetim pelo fim.

Alguns importantes reponsáveis políticos lusitanos foram de longada até ao Luxemburgo e, uma vez lá, entenderam convidar os portugueses aí felizmente instalados a regressar à pátria madrasta!

Que é que passou pela cabecinha pensadora destas importantes criaturas?

Compararam sequer a vida desses portugueses expatriados, os seu salários, o seu poder de compra com o que, eventualmente, um regresso ao”torrãozinho de açúcar” lhes proporcionaria?

Se bem me lembro, terá havido uma senhora que pôs o dedo maldoso na ferida, perguntando  se, em caso de regresso, poderia aspirar à mesma qualidade de vida.

Estou em crer que alguém lhe terá ripostado que o país tem sol, sul e sal. Como qualquer destes produtos  não aumenta o PIB, calculo o embaraço das excelentíssimas autoridades proponentes do regresso

Ou, pensando melhor: não creio que a pergunta os tenha sequer tocado.

Continuando neste ínvio caminho a passo de caranguejo, se é que os caranguejos avancem recuando,  gostaria de saber o que os vocifrantes contra os imigrantes  pensam sobre o que sucederia no caso dessa multidão, humilde e laboriosa, resolvesse, subitamente,  ao ouvir o brutal convite à sua partida e desandasse de uma vez por todas  do jardim à beira mar plantado. Lojas, agricultura, obras, pesca, entregade comida em casa, pessoal dos restaurantes, motoristas de TVDE e mais uma centena de situações mal pagas que o indígena rejeita,  poderiam fechar, fechariam de certeza. O saldo de nascimentos que já não é famoso cairia de repente, muitas escolas reabertas graças aos filhos dos imgrantes, fechariam de novo e os dinheiros da Segurança Social voltavam a fazer perigar as futuras pensões.

Sou portuga e venho de uma família que assentou raízes por cá desde os primórdios da ncioalidade.

Um antepassado de seu nome Sueiro  Martins  terá vindo no séquito de Confde D Henrique como era hábito dos filhos não primogénitos que de seu teriam um cavalo e uuma espada

Um seu longínquo desdendente, também Martins mas João,  deixou s suas terras minhotas e desandou para o Brasil , mais propriamente par o Rio Grande do Sul e amssou uma gigantesca fortuna

Uma sua descendente, a bisavó Ubalda, casou como filho de um  um médico alemão (Ernst Richard Heinzelmann) também chegado às mesma terras e começou aí, no que nos toca, a dinastia brasileira dos Heonzelmann. 

Outro bisavô, José Joaquim CR  também partiu para o Brasil  em busca de fortuna  e, bem sucedido, regressou a Portugal e fundou uma companhia exportadora de vinho do Porto. Figura, com seu filho Alcino, meu avô, no Album dos Exportadotres de Vinho do Porto, publicado pelo Gtémio da mesmaclsse em 1948

Alcino, depois de concluido o liceu, pode fazer uma espécie de Grand Tour pela Europa e durante uma estadia na Alemanha resolveu estudar química vinícola bem como outras matérias ligadas ao vihho. Completou a sua educaçãoo comercial no Brasil e aí casou com Dora Marins Heinzelmann, descendente do meu quarto avô, João Martins e do meu trisavô de origem alemã, o médico Ernst Richard Heinzelmann que deu nome a uma pequena cidade bo Rio Grande do Sul (Doutor Ricardo)

Pelo lado de minha mãe, lá está mais um trisavô, Jose Costa Alemão, descendente de uma família de origem coimbrã mas radicada no Brasil. Daí, seu  pai, partou com os filhos para o Sul de Angola. O filho José, meu trisavô fez trinta por uma linha. É dele o reconhecimento integtal do rio Bero, tarefa por muitos recusada dados os riscos derivados da belicosidade da população negra. Desempenhou, posteriormente, vários cargos  político-aministrativos, crou uma importante fazenda e aparece citado não só numa obra da autoria de  João de Almeida, militar e político   (“Sul de Angola, relatório de um governo de distrito, 1908-1910” Agência Geral das Colónias, 1936) mas em mais quatro outras Todavia, as menções mais extensas e importantes a este “capitão de 2ª linha", explorador e antropólogo avant la letre devem-se a  Alfredo Felmer  ("Apontamentos sobre a colonização  sos planaltos e litoral do sul de Angola", agencia Geral das Colónias) a  Roberto Correia  ("Angola, datas e factos", obra em 5 volues, 1998-2002) e  Ruy Duarte de Carvalho que, em “Vou lá encontrar pastores"”(Cíeculo de Leitores, 2000) e em  “A Camara, a escrita e a coisa dita" (cotovia, 2008) o refere com respeito e admiração.

Mais tarde, meu avô paterno Manuel do Rosário Patrício Curado, veio para Angola onde fez toda a sua vida militar como oficial do Exército colonial, participando em todas as campanhas, com especial menção para a 1ª Guerra. Quando jovem aspirnte casou com uma neta de José Costa Alemão, Aldina.

Uma filha de ambos , minha mãe, virá a casar-se com Marcelo Heinzelmann Correia Ribeiro, meu pai.

Finalmente , meus pais, meu irmão e eu próprio, partimos para Moçambique onde  vivi entre o 3º e o 5º ano do liceu. Os meus continuaram em África, onde o meu pai era médico, até 1973. Durante 3 anos, já na Iniversidade, voltei a Moçambique em férias tendo, de certo modo, sido testemunha não só do inicio da guerra mas, sobretudo, da gigantesca mas absolutamente tardia mudança de vida dos africanos. Inclusivamente, cheguie a conhecer o 1º presidente negro da Câmara de Nampula. Foi aí que me deparei com o que mais tarde percebi ser um activista anti colonial que sem esforço, bem pelo contrario, me torno assinante do jornal “O Brado Africano”, folhinha altamente vigiada pelos poderes da colónia mas, de algum modo, já um sinal anunciador de novos tempos. 

Tudo isto para poder afirmar que esou mais que capacitado para saber por tradição familiar e experiência própria o que é ser eimigrante, mesmo se de luxo.

Não voltei a África embora, tenha de vários modos, e durante o Estado Novo, lutado contra o colonialismo,coisa de que vários processos da PIDE me acusavam. Em tempos mais exaltantes e bem mais perigosos dos que hoje se vivem, ajudei vários desertores e/ou refractários a passar a fronteirta. Nesse lote de contrabandeadas pessoas, inclui-se um africano, negro e angolano, que passou largos anos no Tarrafal devido à sua militância num efémero “partido comunista angolano” . Ao que hoje sei, depois do exílio nas europas, terá regressado a Portugal onde, creio, terá morrido sem regressar à terra natal.

Agora, neste ano da (des)graça de 2026  cruzo-me diariamente ou quase com imigrantes, na maioria brasileiros, amáveis e bem dispostos qur por cá tentam ganhar a vida com baixos salartios e fazendo o que os portugueses já não querem nem saem, fazer.

Por isso, ainda não percebi como é que um partido político (pelo menos um!...) se enraivece cotra trabalhafores essenciais, prestáveis, baratos sobre quem não recai especial prova de má confuta, de actividades criminosas ou de especial militância político-religiosa que faça perigar o curioso cristianismo português ou os costumes nacionais que, cada vez mais, são internacionais e cosmopolitas.

Em boa verdade, as centenas de milhares de emigrantes portuguess, porventura milhões, quando regressam ainda que temporariamente ao país, já trazem tantas e tais indlências cilizacionais que este Portugal de hoje em quase nada se parece com aquele em que cresci.

E isso, para continuar este descosido discurso, verifica-se muito com os velhos. Acabaram as famílias numerosas que garantiam aso mais velhos, uma defesa familiar. Agora são atirados para um lar, muiras vezes, ilegal quando não permanecem meses ou anos num hospital sem que alguém os venha buscar depois da alta. 

Ser velho,, neste país de “brandos”  costumes, é na melhor das hipóteses uma condenação à solidão quando  não à pobreza, ao abandono. Começam a ão ser raros (pelo que quase já não é notícia...) suicídios, descoberta de pessoas mortas há vários dias  semanas ou até meses, em casa sem que ninguém dê conta do seu desaparecimento. Mesmo no litoral, registam-se casos destes, o que não contecerá no interior de onde deseetaram serviços públicos de toda a espécie, bancos, lojas  e comércio em geral. 

Volta e meia, a televisão mostra os centros urbanos de cidades e vilas onde já ninguém vive (nem vale a pena referir as aldeias...), as casas se degradam e o património arquitectónico e artístico que está em ruína avançada.

Esta cada vez mais isolada multidão é o que resta da fortíssima emigração que começou nos anos 60 e que continua imparável.

Com uma diferença. Dantes emigravam os mais desafortinaos, os pobres entre os pobres, os analfabetos e os quase analfabetos. Agora emigram licenciados, profissionais  (com destaque para enfermeiros) , pessoas com estudos. Vão em busca de um futuro que, não parece ser possível em Portugal. Também aqui pode radicar alguma da baixa se natalidade que só a imigração tem escondido ao mesmo tempo que faz ressuscitar muiras escolas primárias abandonadas.

Mas nada disto abranda o ódio irracional contra os que chegam e humildemente nada mais pedem que trabalho, paz e algum elementar respeito pelos seus direitos enquanto humanos. 

O mesmo que pediam os portugueses que demandaram o Brasil, as Áfricas, a Venezula ou as Franças e Araganças. 

O mesmo que os meus antepassados quiseram e obtiveram sob céus estranhos

 

 

 

 

 

 

  

 

08 julho 2026

estes dias que passam 1067

 



O futebol e o resto, sobretudo o resto

mcr, 7 de Julho


  • Sem o futebol, eis-nos subitamente  órfãos. 
  • Restam-nos os fogos, essa quase tradição nacional e as pequenas, pequeninas, muito pequeninas, birras do Verão.
  • Não vou tecer especiais comemtários ao desastre perante a Espanha porque não sou exactamente (nem inexactamente, de resto...) um especialista. Nem sequer um interessado. Porém, e como já aqui referi, tenho um neto e sobrinhos netos que terão ficado tristes. 
  • Ainda há minutos, a CG mostrava um vídeos com o Nuno Maria e um grupo de amigos, vestidos a rigor e a cantar o hino nacional.  
  • A derrota, para que, obviamente, não estavam preparados, não é boa para ninguém e menos ainda para a miudagem que este ano, ainda por cima, andou perdida numa colecção de cromos que hão de ter dado bom dinheiro à FIFA 
  • Exactamente a mesma FIFA que repete as fífias a que já nos habituou.
  • Depois do prémio estranhíssimo da paz ao sr Trump, eis que a pedido (ordem) deste reverteu um castigo a imposto a um jogador da equipa americana
  • Em boa verdade de nada lhe serviu, visto que a Bélgica goleou os EUA por uma expressiva marca 
  • Portanto, o futebol vai de férias por uns tempos, leva com ele o sr Martinez que, ao que leio, não deixa saudades.
  • Entretanto, a América fez 250 anos de Declaração de independência. Como era suposto, Trump apoderou-se da data e veio dizer um par de baboseiras patrioteiras (melhor dizendo, patritaças...)  que desdoura uma herança nobre mesmo que com altos e baixos.
  • A Declaração de Independência e os documentos posteriores que se devem aos pais fundadores é  (são) um texto de grande dignidade, muito bem escrito e, de certo modo o documento fundador de múltiplas e posterires constituições 
  • O regime político que dela resulta é uma construção quase perfeita de equilíbrio de poderes e uma garanti de direitos democráticos que hoje são património da humanidade mesmo quando, no seu próprio país de origem, cresçam as ameaças quanto ao seu cumprimento. 
  • Faço, porém, parte daqueles que ao olharem para a América, vem Licoln, Roosevelt, Obana  e, permitam-me, um presidente severamente injustiçado no meu tempo de jovem aguerrido, Lyndon Johnson o homem que ouviu e entendeu Martin Luther King e possibilitou a integração real da minoria negra.
  • Claro que muito ficou por fazer, mas neste caso, o famoso “balanço “ (e neste ponto recordo ainda espantado, o balanço positivo que boa parte da Esquerda desses anos terríveis atribuía Stalin) da acção de Johnson  ultrapassa muitos dos seus antecessores e sucessores. 
  • Trump, entre outras pérolas, afirmou que os EUA fizeram uma imensidão  coisas boas, entre as quais, provavelmente, e na sua especial optica, estarão as múltiplas intervenções na América Latina, seja no Panmá, em Granada, ou mais recentemente na Venezuela, onde finalmente deixou tudo tão arruinado como antes  levando consigo uma triste figureta de ditador que não será julgado no seu país, sob acusações mais que evidentes mas em Nova Irrque como líder de narcotraficantes. 
  • E, como sempre, as promessas de tornar a Venezuela de nocvo rica, democrática e justa, ficaram no tinteiro, juntamento com a ruína das instalações petrolíferas e, como se não bastasse, o cataclismo do terramoto.
  • Neste momento, olha-se para as exéquias do “Guia Supremo” iraniano e pergunta-se para que serviu a guerra se da possível,  mas não garantida, paz futura, o pouco que há a esperar é o regresso a um statu-quo pré Fevereiro de 2026.
  • Claro que haveria ainda que perguntar porque houve uma tal soma de destruições que pouco terão afectado o regime, os seus torcionários,   e a esperada incerteza que já era norma na região. Sobram, das restantes boas coisas, as duzentas meninas mortas na escola onde aprendiam a ler. a dor o luto das famílias e, provavelmente, sobrará um número indeterminado mas medonho de vítimas indefesas dos Guardas da Revolução que, neste período teráo exterminado largos milhares de suspeitos.
  • A minha américa é gigantesca, desde Withman aPound ou a Rose Gluck,  desde Fenimore Cooper a Pynchon com passagm por cem nomes notáveis desde  Emily Dickinson a Fulkner, Heminguay Miller, Mailer Roth ou Salinger. Nem vale a pena falar da constelação do Jazz, da outra do cinema ou da música popular. Se me fosse permitido bastar-me-ia referir Armstrong, Mahalia Jackson, Bessie Smith ou Aretha Franklin . Ou a Janis Joplin e o Chuck Berry. 
  • Em boa verdade os EUA são quase um continente onde tudo cabe, incluindo o Al Capone ou a KKK. Com uma pequena diferença em relação aos dias de hoje. Eram criminosos, foram, na medida do possível apanhados e julgados e nunca ninguém pensou em garantir-lhes uma perpétua impunidade!!!
  • Claro que sempre se poderá dizer que, os homens passam e que a História cedo ou tarde, os alcança com severidade.  No entanto, nunca se foi tão longe, tão perigosamente longe, para tentar sair incólume da possível justiça necessária. 
  • E o pior é que o Ocidente, se perder  América, fica ainda mais frágil frente a blocos que numca foram seus amigos, a começar pela Rússia e a continuar pela China  que, além de ameaçarem os seus nacionais, estão prontos e determinados a tratar o restante mundo como inimigo. 

  • Nota: esta é a versão final do texto que abaixo aparece com o mesmo título e substancia mas crivado de gralhas absurdas de que sou inteiramente responsável. Espero não repetir  tão desastrosa publicação e como única desculpa só me resta a estafada afirmação de que ainda estou a tentar gerir este novo velho local de publicação


01 julho 2026

estes dias que passam 1066

 A segunda metade do ano

mcr, 1 Jul 26

Agora é sem rede. O sapo acabou ou está nas vascas da agonia. Isto é mis um prova da possibilidade da extinção das espécies.

A menos que ao pobre sapo tenha faltado o beijo salvador de alguma princesa  ainda que eu desconfie que o universo dos antigos contos infantis  tenha , também ele, desaparecido. Provavelmente caiu num buraco negro...

Estou (provisória ou definitivamente)  aquartelado no incursões antigo onde, de resto  comecei e de onde só saí por mera solidariedade com os bloggers que então restavam.

Se soubesse o que seus hoje teria continuado em ambas as versões e não estaria agora a tentar redescobrir  como é que isto  funciona. 

E se refiro funcionar é porque estou a usar um novo computador Mac como sempre mas de mesa e enorme. Se  não erro foi o maior de sempre, qualquer coisa como 28 polegadas e pot razões que não só desconheço mas provavelmente , como inflo-excluído pertinaz, nunca entenderia. Agora a apple fabrica um um pouco mais pequeno. De todo o modo este convém-me pois com os pobres olhos que ainda tenho  quanto maior for o ecrã maiores são as possibilidades de usar a máquina.

So que...

Só que já não tenho a mesma agilidade física e mental (sobretudo esta... Ou:também esta...) para conseguir rapidamente apanhar os segredos (mesmo que mínimos) do uso normal.

Sou, porém, teimoso e detesto a ideia de perder para uma máquina, Sobretudo porque ainda não anda por aqui mão de influencia artificial. Também, em boa verdade, e para voltar aos anos posteriores ao 25 A também não é perceptível "mão de reaçã" (o sacana do computador resolveu corrigir o raça para reacção, prova de que os aparelhos ainda demorarão muito tempo a perceberas virtudes da língua coloquial.

Ninguém de juízo negar que os reaccionários não desapareceram como os dinossauros e outra avantesmas do mesmo gabarito, Adaptaram-se, apenas, numa espécie de evolução à moda do senhor Lavoisier que Deus tenha. O excelente químico teve azar. Aristocrata , de pouco lhe valeu a notoriedade científica. A Revolução (quem como se sabe m come os seus melhores filhos) atirou-o para a guilhotina sob acusações sem nexo entre as quais a de vender tabaco adulterado.  

Entretanto  a suai mortal formula Na natureza nada se perde nada se cria, tudo se transforma tem hoje em dia múltiplas aplicações e os reaccionários de há pouco aparecem agora travestidos de populistas, de amigos do povo. Leitores e leitoras recordar-se-ão que o mais famoso "amigo do povo" se chamou, em seu tempo Marat. Estrela dos jacobinos, não acabou na guilhotina como Robespierre mas na banheira onde uma jovem, Charlotte Corday, o esfaqueou até à morte. não se pense que a menina Corday fosse uma anti-revolucionária. Era tão só uma girondina , um dos ramos da Revolução que, por mais moderado  (ou menos radical)  não demorou a ser acusado de tudo e mais alguma coisa.

A s revoluções tem este singular percurso que até hoje termina sempre da mesma maneira. Basta lembrar a URSS para o comprovar. Ou a patética "revolução boliviana" que viu o seu ainda mais patético líder ser tirado da cama por militares americanos e levado para um calabouço de Nova Iorque

Nós por cá e só nos últimos 150 anos já assistimos a algumas revoluções que foram sendo abatidas mais por dentro de que por fora. A começar pelo desastre da de 1910  que em dezasseis anos gastou todo o seu capital político sem deixar, obviamente, de liquidar alguns dos seu principais dirigentes como aconteceu a Machado dos Santos E Carlos Da Maia, dois dos principais dirigentes  da Revolução de 1910. A também revolução de 36 que acabou por dar origem ao Estado Novo viu os seus principais obreiros e iniciadores afastados do poder (mas não mortos, vá lá) e mais tarde assistiu à reviravolta de acrisolados e importantes membros do statu quo situacionista. Basta citar Quintão  Meireles, Humberto Delgado  Henrique Galvão ou Craveiro Lopes. 

O regime cairia sem glória nem combate a  25 de Abril como sabido. 

Poder-se-ia continuar  explorando a ascensão e queda de alguma s sumidades de Abril mas não vale a pena. Menos ainda comentar como depois do 25 A o virar de casacas se tornou um exercício público que deu largos dividendos

E fiquemo-nos por aqui que, como de costume já derivei demasiadamente do escopo inicial da crónica

Felizmente os leitores, pelo menos os mais antigos e generosos, já sabem do que a casa gasta