O futebol e o resto, sobretudo o resto
mcr, 7 de Julho
Sem o futebol, eis-nos subitamente órfãos.
Restam-nos os fogos, essa quase tradição nacional e as pequenas, pequeninas, muito pequeninas, bieeas do Verão.
Não vou tecer especiais comemtários ao desastre perante a Espanha porque não sou exactamente (nem inexactamente, de resto...) um especialista. Nem sequer um interessado. Porém, e como já aqui referi, tenho um neto e sobrinhos netos que terão ficado tristes.
Ainda há minutos, a CG mostrava um vídeos com o NunoMaria e um grupo de amigos, vestidos a rigor e a cantar o hino nacional.
A derrota, para que obviamente, não estavam preparados, não é boa para ninguém e menos ainda para a miudagem que este anom ainda por cima, andou perdida numa colecção de cromos que hão de ter dado bom dinheiro à FIFA
Exactamente a mesma FIFA que repete as fífias a que já nos habituou.
Depois do prémio estranhíssimo da paz ao sr Trump, eis que a pedido (ordem) deste reverteu um castigo a imposto a um jogador da equipa americana
Em boa verdade de nada lhe serviu, visto que a Bélgica goleou os EUA por uma expressiva marca
Portanto, o futebol vai de férias por uns tempos, leva com ele o sr Martinez que, ao que leio, não deixa saudades.
Entretanto, a América fez 250 anos de Declaração de independência. Como era suposto, Trump apoderou-se da data e veio dizer um par de baboseiras patrioteiras (melhor dizendo, patritaças...) que desdoura uma herança nobre mesmo quecom altos e baixos.
A Declaração de Independência e os documentos posteriores que se devem aos pais fundadores é (sao) um texto de grande dignidade, muito bem escrito e, de certo modo o documento fundador de múltiplas e posterires constituições
O regime político que dela resukta é uma construção quase perfeita de equilíbrio de poderes e uma garantis de direitos democráticos que hoje são património da humanidade mesmo quando, no seu próprio país de origem, cresçam as ameaças quanto ao seu cumprimento.
Faço, porém, parte daqueles que ao olharem para a América, vem Licoln, Roosevelt, Obana e, permitamme, umpresidente severamente injustiçado no meu tempo de jovem aguerrido, Lyndon Johnson o homem que ouviu e entendeu Martin Luther King e possibilitou a integraçãoo real da minoria negra.
Claro que muito ficou por fazer, mas neste caso, o famoso “balenço “ (e neste ponto recordo ainda espantado, o balanço positivo que boa parte da Esquerda desses anos terríveis atribuía Stalin) da acção de Johnson ultrapassa muitos dos seus antecessores e sucessores.
Trump, entre outras pérolas, afirmou que os EUA fizeram uma imensidão coisas boas, entre as quais, provavelmente, e na sua especial optica, estarão as múltiplas intervenções na América Latina, seja no Panmá, em Granada, ou mais recentemente na Venezuela, onde finalmente deixou tudo tão arruinado como antes levando consigo uma triste figureta de ditador que não será no seu país, sob acusações mais que evidentes mas em Nova Irrque como líder de narcotraficantes.
E, como sempre, as promessas de tornar a Venezuela de nocvo rica, democrática e justa, ficaram no tinteiro, juntamento com a ruína das instalações petrolíferas e, como se não bastasse, o cataclismo do terramoto.
Neste momento, olha-se para as exéquias do “Guia Supremo” iraniano e pergunta-se para que serviu a guerra se, da possível mas não garantida paz futura, o pouco que há a esperar é o regresso a um statu-quo pré Fevereiro de 2026.
Claro que haveria ainda que perguntar porquehouve uma tal soma de destruições que pouco terõ afectado o regime, os seus torcionários, e a esperada incerteza que já era norma na região. Sobram, das restantes boas coisas, as duzentas meninas mortas na escola onde aprendiam a ler . aobra o luto das famílias e, provavelmente, sobrará um número indeterminado mas medonho de vítimas indefesas dos Guardas da Revolução que, neste período teráo exterminado largos milhares de suspeitos.
A minha américa é gigantesca, desde Withman aPound ou a Rose Gluck, desde Fenimore Cooper a Pynchon com passagm por cem nomes not´veis desde Emily Dickinson a Fulkner, Heminguay Miller, Mailer Roth ou Salinger. Nem vale a pena falar da constelaçõ do Jazz, da outra do cinema ou da música popular. Se mefosse permitido bastar-me-ia referir Armstronf, Mahalia Jacson, Bessie Smith ou Aretha Franklin . Ou a Janis Joplin e o Chuck Berry.
Em boa verdade os EUA são quase um continente onde tudo cabe, incluindo o al Capone ou a KKK. Com uma pequena diferença em relação aos dias de hoje. Eram criminosos, foram na medida do possível apanhadoe e julgados e nunca ninguém pensou em garantir-lges uma perpétua impunidade!!!
Claro que sempre se poderá dizer que os homens passam e que aHistória cedo ou tarde os alcança com severidade. No entanto, nunca se foi tão longe, tão perigosamente longe, para tentarsair incólume da possível justiça necessária.
E o pior é que o Ocidente, de perder Smérica, fica ainda mais frágil frente a blocos que numca foram seus amigos, a co,wçar pela Rússia e a continuar pela China que, além de ameaçarem os seus nacionais, estão prontos e determinados a tratar o restante mundo como inimigo.

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